75901235-03 - a - Rainha - Do - Ferro

75901235-03 - a - Rainha - Do - Ferro

(Parte 1 de 9)

posso deixar isto acontecer. Eueu tenho que ir embora. Agora.

- Não posso voltar para casa. – Sussurrei, sentindo o olhar de Ash sobre mim. – Não agora. Não posso trazer esta loucura para casa, para a minha família. – Olhei fixamente para a casa por um momento mais, então fechei meus olhos. – O falso rei não parará por aqui. Ele continuará mandando coisas atrás de mim, e minha família será pega no meio. Não

Abri meus olhos e olhei fixamente para o lugar onde as feéricas Iron tinham caído, as lascas de metal brilhando nas ervas daninhas. O pensamento de tais monstros movendo-se em segredo dentro do meu quarto, voltando os olhos assassinos deles sobre Ethan ou minha mãe, fez-me gelada de ira. Tudo bem, eu pensei, apertando meus punhos na camisa de Ash, o falso rei quer uma guerra? Darei uma a ele.

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Rumores sobre a série “The Iron Fey”.

“Cinco estrelas completas para A Filha de Ferro, de Julie Kagawa. Se você ama ação, romance e observar como personagens amadurecem através de experiências de apertar o coração, amará esta história tanto quanto eu”.

—Mundie Moms blog

Livros faery estão muito procurados agora, e este é um dos melhores. Esperamos que seja popular entre adolescentes que gostaram de Wicked Lovely, de Melissa Marr.

—School Library Journal on The Iron King

“O Rei de Ferro tem oencantamento, imaginação e aventura de... Alice no País das Maravilhas, Narnia e

O Senhor dos Anéis, mas com muito mais romance”.

—Justine Magazine

esperarO romance é bem feito e se acrescenta ao clima de fantasia”.

“O Rei de Ferro ultrapassa a grande maioria das fantasias sombrias, dando muito aos leitores pelo que —teenreads.com

“Fan-fun-tástico! Estou dizendo a vocês, gente, O Rei de Ferro é uma explosãoeste livro me prendeu”.

—Teens Read and Write blog

Livros de Julie Kagawa

Séries “The Iron Fey”

O Rei de Ferro A Filha de Ferro A Rainha de Ferro

Não perca o ebook especial de Iron Fey Passagem de Inverno

E chegando logo O Cavaleiro de Ferro

A RAINHA DE FERRO (The Iron Queen)

Para Erica e Gail, os maiores fãs de Ash. E para Nick, sempre minha inspiração. Para Erica e Gail, os maiores fãs de Ash. E para Nick, sempre minha inspiração.

A Longa Estrada para Casa13
Sobre Símbolos e Templos Austeros2
Lembrança32
A Resistência de Glitch38
O Santuário Escondido50
Lições59
Summer e Iron65
Entendendo Medidas72
Um Voto de Cavaleiro76
O Limite de Iron86
O Concílio Faery de Guerra95
O Cavaleiro Traidor101
Dentro do Reino Iron113
O Relojoeiro125
Ecos do Passado131
As Ruínas do Rei Iron137
Razor145
A proposta de Rowan154
Ferro Contra Ferro158
O Passado de Ferrum168
A Última Noite176
A Batalha por Faery181
O Falso Rei191
A Rainha de Ferro205
Meia Noite no número 14202, Estrada Cedar, Louisiana207

CAPÍTULO UM - A Longa Estrada Para Casa -

Há onze anos, no meu aniversário de seis anos, meu pai desapareceu.

Um ano atrás, no mesmíssimo dia, meu irmão foi tomado de mim também. Mas daquela vez, eu entrei em Faery1 para tomá-lo de volta.

É estranho como a jornada pode mudar você, o que pode aprender com ela. Eu aprendi que o homem que eu pensava ser meu pai, não era meu pai absolutamente. Que o meu pai biológico nem mesmo era humano. Que eu era a filha mestiça de um legendário rei faery, e o sangue dele fluía pelas minhas veias. Aprendi que eu tinha poder, um poder que me assusta, mesmo agora. Um poder que mesmo os feéricos temem, algo que pode destruí-los – e eu não estou certa de que posso controlá-lo.

loe quando deixá-lo ir. E mesmo que este amor retorne, você pode descobrir algo em outro alguém que

Aprendi que o amor pode transcender a raça e o tempo, e que pode ser lindo, perfeito e digno de se lutar por ele; mas também frágil e doloroso, e algumas vezes sacrifícios são necessários. Que algumas vezes é você contra o mundo, e não há nenhuma resposta fácil. Que tem que saber quando seguráesteve lá o tempo todo.

Pensei que havia acabado. Pensei que meu tempo com os feéricos, as escolhas impossíveis que tive que fazer, os sacrifícios por aqueles a quem eu amava, tinham ficado para trás. Mas uma tempestade estava se aproximando, uma que testaria aquelas escolhas como nunca. E desta vez, não haveria volta.

Em menos de vinte e quatro horas, eu terei dezessete anos.

Déjà vu, certo? É chocante o quão rápido o tempo pode passar por você, como se você estivesse de pé, imóvel. Não posso acreditar que faz um ano desde aquele dia. O dia em que eu fui para Faery. O dia que mudou a minha vida para sempre.

Tecnicamente, eu não estaria realmente fazendo dezessete. Tinha estado em Nevernever tempo demais. Quando se está em Faery, não se envelhece, ou envelhece tão vagarosamente que não vale a pena mencionar. Então, enquanto um ano tinha passado no mundo real, eu provavelmente estou uns poucos dias mais velha do que quando parti.

Na vida real, eu tinha mudado tanto que nem mesmo me reconhecia.

Abaixo de mim, os cascos do tatter-colt2 ressoavam contra o pavimento, um ritmo calmo que acompanhava o meu próprio bater de coração. Neste trecho solitário da auto-estrada de Louisiana, cercado por árvores de tupelo e cipestres cobertos de musgo, poucos carros passavam por nós, e aqueles que o faziam passavam voando sem desacelerar, lançando folhas no caminho deles. Não podiam ver o peludo

1 Faery. Terra das fadas, elfos, gnomos e tantos outros seres mitológicos. Também é a designação para estes próprios seres, que é muitas vezes simplesmente traduzido por “fada”. Plural: faeries. 2 tatter-colt: mitologia celta. Duende em forma e aparência de um pequeno cavalo ou potro, com pelagem dura e mal cuidada. Seduz viajantes solitários com seus inúmeros truques, um deles é convencê-los a ir a um córrego, pântano ou queda dágua. Quando obtém sucesso, desaparece em uma longa explosão de zombaria, meio relincho, meio gargalhada humana. (Fonte: http://www.isle-of-man.com/manxnotebook/fulltext/rhys1901/chap5.htm

- Julie Kagawa - 14 cavalo negro com olhos como carvão em brasa, caminhando ao longo da rodovia sem rédeas, freio ou sela. Não podiam ver as figuras sobre seu lombo, a garota com cabelos claros e o sombrio e belo príncipe atrás dela, seus braços ao redor da cintura dela. Mortais são cegos para o mundo de Faery, um mundo do qual eu fazia parte agora, quer tenha pedido por isto ou não.

- Do que tem medo? – Uma voz profunda murmurou em minha orelha, enviando um tremor por minha espinha acima. Mesmo nos pântanos úmidos da Louisiana, o príncipe Winter3 irradiava o frio, e sua respiração era maravilhosamente fresca contra a minha pele.

Eu o espiei por sobre meu ombro. – O que quer dizer?

Ash, príncipe da Corte Unseelie4 , encontrou meu olhar, olhos prateados brilhando no crepúsculo. Oficialmente, ele não era mais um príncipe. A Rainha Mab o tinha exilado de Nevernever depois que ele se recusou a renunciar ao seu amor pela filha meio-humana de Oberon, o Rei Summer. Meu pai. Summer e Winter devem ser inimigos. Não deveríamos cooperar, não deveríamos dar continuidade juntos em questões e, o mais importante, não deveríamos nos apaixonar.

Mas nós o fizemos, e agora Ash estava aqui, comigo. Éramos exilados, e os trods – os caminhos para Faery – estavam fechados para nós para sempre, mas eu não me importava. Não estava planejando voltar.

- Você está nervosa. – A mão de Ash afagou a parte de trás da minha cabeça, afastando o cabelo do meu pescoço, fazendo-me tremer. – Posso sentir. Você está com esta aura ansiosa e tremeluzente por todo o seu redor, e isto está me deixando maluco, estando assim tão perto. O que está errado?

Eu deveria saber. Não havia jeito de esconder o que sentia de Ash, ou de qualquer faery neste assunto. A magia deles, seu glamour, vinha dos sonhos humanos e emoções. Então, Ash podia sentir o que eu estava sentindo sem nem mesmo tentar. – Desculpe. – Falei para ele. – Acho que estou um pouco nervosa.

- Por quê?

- Por quê? Estive fora por quase um ano. Mamãe vai atingir o telhado quando me vir. –

Meu estômago se contorceu, enquanto imaginava a reunião: as lágrimas, o alívio irado, as perguntas inevitáveis. – Eles não souberam nada de mim enquanto estive em Faery. – Suspirei, olhando para da rua acima, para onde o trecho de pavimento desaparecia na escuridão. – O que vou contar a eles? Como até mesmo começarei a explicar?

O tatter-colt bufou e esticou suas orelhas para um caminhão que passou rugindo, inconfortavelmente perto. Não tinha certeza, mas pareceu o desgastado e velho Ford de Luke, guinchando rua abaixo e desaparecendo por uma curva. Se fosse o meu padrasto, ele definitivamente não teria nos visto; ele passou por apertos tentando lembrar meu nome, mesmo quando eu morava na mesma casa.

- Diga a eles a verdade. – Ash disse, surpreendendo-me. Eu não estava esperando que ele respondesse. – Do começo. Ou eles aceitam ou não, mas você não pode esconder quem é, especialmente da sua família. É melhor acabar com isto—podemos lidar com o que quer que aconteça depois.

Sua franqueza me surpreendeu. Eu ainda estava me acostumando a este novo Ash, este faery que conversava e sorria no lugar de se esconder por trás de uma gélida parede de indiferença. Desde que fomos banidos de Nevernever, ele parecia mais aberto, menos cismado e angustiado, como se um

3 Winter: referindo-se à Winter Court (Corte Winter). “Winter” significa “inverno” Logo, “Corte de Inverno”. Da mesma forma, Summer Court seria “Corte de Verão”. E realmente, na história, há uma ligação entre os poderes de cada classe de feéricos e estas estações. No entanto, como frequentemente as personagens se autodenominam pertencentes simplesmente à “Summer” ou à “Winter” (às Cortes), ficaria confuso dizer “sou Verão” ou “sou Inverno”; então, as traduções finais ficaram “Corte Summer” e “Corte Winter”. 4 Corte Unseelie: no enredo, o mesmo que Corte Winter. O correpondente para a Corte Summer é Seelie.

- A Rainha de Ferro - 15 enorme peso tivesse sido levantado de seus ombros. Verdade, ele ainda era calmo e solene para os padrões de qualquer um, mas pela primeira vez, senti que estava finalmente obtendo um vislumbre do Ash que eu sabia que estava lá todo o tempo.

estava me assolando por toda a manhã. – E se eles virem o que eu sou e entrarem em pânico? E se eles não

- Mas e se eles não puderem lidar com isto? – Murmurei, dando voz à preocupação que me quiserem mais?

Eu hesitei no final, sabendo que soava como uma rabugenta criança de cinco anos. Mas Ash me segurou mais firme, e me puxou mais contra ele.

- Então será uma órfã, assim como eu. – Ele disse. – E encontraremos um jeito de superar. – Seus lábios roçaram minha orelha, amarrando cerca de meia dúzia de nós no meu estômago. – Juntos.

Minha respiração ficou presa, e virei minha cabeça para beijá-lo, estendendo a mão para trás para correr minha mão através de seu sedoso cabelo negro.

O tatter-colt bufou e pulou em seu passo, não o suficiente para me derrubar, mas o suficiente para me impelir a algumas polegadas direto para cima. Arrebatei selvagemente sua crina, enquanto Ash agarrava minha cintura, impedindo-me de cair. Com o coração batendo surdamente, lancei um olhar entre as orelhas do tatter-colt, resistindo à urgência de chutar-lhe as costelas e lhe dar outra desculpa para me lançar para fora. Ele ergueu sua cabeça e olhou de volta para nós, os olhos brilhando em carmesim, o desgosto escrito claramente sobre seu rosto equino.

Torci meu nariz para ele. – Oh, desculpe-me, estamos deixando você desconfortável? – Perguntei sarcasticamente, e bufei. – Ótimo. Vamos nos comportar.

Ash soltou um riso abafado, mas não tentou me puxar de volta. Suspirei e olhei para a estrada por sobre a cabeça oscilante do tatter-colt, procurando por pontos de referência familiares. Meu coração saltou quando vi uma van enferrujada entre as árvores ao lado da estrada, tão velha e corroída que uma árvore tinha crescido pelo teto. Ela tinha estado lá há mais tempo do que eu podia me lembrar, e a via todos os dias de dentro do ônibus indo e voltando da escola. Sempre me dizia quando estava perto de casa.

preocupar com a escola e carteiras e

Parecia tanto tempo atrás – uma vida inteira atrás – que eu sentara no ônibus com meu amigo Robbie, quando tudo com que tinha que me preocupar era com as notas, o dever de casa e conseguir a minha carteira de motorista. Tanto tinha mudado; seria estranho voltar para a escola e para a minha velha vida mundana, como se nada tivesse acontecido. – Provavelmente terei que repetir um ano. – Suspirei e senti o olhar confuso de Ash sobre o meu pescoço. Claro, sendo um faery imortal, ele nunca teve que se

Interrompi-me enquanto a realidade parecia descer sobre mim de uma vez só. Minha estada em Nevernever foi como um sonho, nebuloso e etéreo, mas estávamos de volta ao mundo real agora. Onde tinha que me preocupar com o dever de casa, notas e com entrar na faculdade. Queria conseguir um trabalho de verão e economizar para comprar um carro. Queria freqüentar o ITT Tech depois do colegial, talvez me mudar para o campus Barton Rouge ou Nova Orleans quando me formasse. Ainda poderia fazer isto? Mesmo depois de tudo o que aconteceu? E onde se encaixaria um sombrio príncipe faery exilado nisto tudo?

- O que é? – A respiração de Ash fez cócegas na minha nuca, fazendo-me estremecer.

Tomei um fôlego profundo. – Como isto vai funcionar, Ash? – Virei para encará-lo. –

tarde, vou ter que continuar com a minha vida. Escola, trabalho, faculdade algum dia– Parei e olhei para

Onde estaremos daqui a um ano, daqui a dois anos? Não posso ficar aqui para sempre—mais cedo ou mais minhas mãos abaixo. – Terei que me mudar eventualmente, mas não quero fazer nenhuma destas coisas sem você.

- Julie Kagawa - 16

- Tenho pensado sobre isto. – Ash respondeu. Olhei para ele acima, e ele me surpreendeu com um sorriso breve. – Você tem sua vida inteira a sua frente. Faz sentido que planeje o futuro. Imagino, Goodfellow fingiu ser mortal por dezesseis anos. Não há razão para que eu não possa fazer o mesmo.

Pestanejei para ele. – Verdade?

Ele tocou minha bochecha suavemente, seus olhos intensos enquanto olhavam dentro dos meus. – Terá que me ensinar um pouco sobre o mundo humano, mas estou disposto a aprender se isto significar estar perto de você. – Sorriu novamente, um capricho irônico de seus lábios. – Estou certo que posso me adaptar a “ser humano”, se preciso. Se você quiser que eu frequente aulas como um estudante, posso fazer isto. Se quiser se mudar para uma enorme cidade para perseguir seus sonhos, eu te seguirei. E se, algum dia, desejar se casar em um vestido branco e tornar isto oficial aos olhos humanos, desejarei fazer isto também. – Ele se inclinou, perto o bastante para que eu visse meu reflexo em seus olhos prateados. – Para o melhor ou o pior, temo que esteja presa a mim agora.

Senti-me sem ar, sem saber o que dizer. Quis agradecê-lo, mas aquelas palavras não significavam o mesmo nos termos faery. Quis recostar-me pelo resto do caminho e o beijar, mas o tatter-colt provavelmente me atiraria dentro da vala se tentasse. – Ash – Comecei, mas fui salva de uma resposta quando o tatter-colt parou, abruptamente, no final de uma longa entrada de garagem de cascalhos, que se estendia por uma pequena elevação. Uma familiar caixa verde de correio balançou precariamente sobre seu poste no final da entrada, desbotada pela idade e pelo tempo, mas não tive nenhum problema em lê-la, mesmo na escuridão.

Chase. 14202. Meu coração parou. Eu estava em casa.

Deslizei para fora das costas do tatter-colt e cambaleei quando atingi o chão, minhas pernas parecedo estranhas e trêmulas depois de estar à cavalo por tanto tempo. Ash desmontou com facilidade, murmurando alguma coisa para o tatter-colt, que bufou, lançou sua cabeça e saltou para a escuridão. Em segundos, tinha desaparecido.

Olhei para a longa estrada de cascalhos acima, meu coração martelando em meu peito.

Minha casa e família esperavam justo além daquela subida: a velha casa de fazenda verde com tinta descascando da madeira; o celeiro dos porcos nos fundos, passando pelo caminhão enlameado de Luke, e o carro com carroceria de mamãe na entrada da garagem.

Ash se moveu até o meu lado, não fazendo nenhum barulho nas pedras. – Está pronta?

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