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CURSO TÉCNICO DE MECÂNICA INDUSTRIAL
INTRODUÇÃO À

Prof. Eng. Mec. Norberto Moro Téc. Mec. André Paegle Auras w.norbertocefetsc.pro.br FLORIANÓPOLIS - 2007

O QUE AS ESCOLAS NÃO ENSINAM3
APRESENTAÇÃO4
1.Introdução6
1.1 Histórico6
1.2 Importância da Manutenção6
1.3 Conceitos em Manutenção7
1.4 Recursos necessários para Manutenção9
1.5 Tipos de Manutenção9
2. Manutenção Corretiva1
2.1 Tipos de manutenção corretiva1
2.2 Organização da Manutenção Corretiva12
3. Manutenção preventiva15
3.1 Objetivos da Manutenção Preventiva15
3.2 Organização do Plano de Manutenção Preventiva17
3.3 Documentação da Manutenção Preventiva17
3.4 Formas de Controle da Manutenção Preventiva20
4. Manutenção Preditiva21
4. 1 Objetivos da Manutenção Preditiva21
4.2 Metodologia2
4.3 Análise de Falha23
4.4 Formas de Monitoramento25
4.5 Monitorando os Parâmetros26
4.6 Aspectos motivacionais27
5. Manutenção Produtiva Total29
Referências Bibliográficas32

Sumário

VOLKSWAGEM em Taubaté - SP3

ANEXO I - Implementação da TPM no setor de Estamparia na Fábrica da

ANEXO I – Modos de Falha e Confiabilidade, do capitulo 2, da apostila “Análise de Resistência Mecânica” do Prof. Dr. Edson da Rosa, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

(Palestra feita por Bill Gates no encerramento do curso de ensino médio de um colégio em sua cidade).

A política educacional de “vida fácil” para as crianças tem criado uma geração sem conceito da realidade, política essa que tem levado as pessoas a falharem em suas vidas após a escola.

1. A VIDA NÃO É FACIL. Acostume-se a ela dessa forma. 2. O MUNDO NÃO ESTÁ PREOCUPADO COM SUA AUTO-ESTIMA. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil ANTES de ser bom consigo mesmo. 3. VOCÊ NÃO GANHARÁ R$ 20.0,0 POR MÊS ASSIM QUE SAIR DA ESCOLA. 4. SE VOCÊ ACHA SEU PROFESSOR RUDE ESPERE ATÉ TER UM

CHEFE. Ele não terá pena de você. 5. VENDER JORNAL VELHO OU TRABALHAR DURANTE AS FÉRIAS

NÃO ESTÁ ABAIXO DE SUA POSIÇÃO SOCIAL. Seus avôs têm uma opinião para isso: Eles chamam de oportunidade. 6. SE VOCÊ FOR FRACASSAR A CULPA NÃO É DE SEUS PAIS, É SUA.

Portanto não lamente seus erros: Aprenda com eles. 7. ANTES DE VOCÊ NASCER SEUS PAIS NÃO ERAM TÃO CRÍTICOS

COMO AGORA. Eles só ficaram assim por pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Assim antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração de seus pais, tente limpar seu quarto. 8. SUA ESCOLA PODE TER ELIMINADO A DISTINÇÃO ENTRE

real. Cá fora se pisar na bola está despedidoEstá na rua. FAÇA

VENCEDORES E PERDEDORES. Mas a vida é assim. Em algumas escolas você não repete mais o ano e tem tantas chances quanto precisar acertar. Isso não se parece em absolutamente nada com a vida CERTO DA PRIMEIRA VEZ. 9. A VIDA NÃO É DIVIDIDA EM SEMESTRES. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no final de cada período. 10. TELEVISÃO NÃO É VIDA REAL. Na vida real as pessoas têm de deixar o barzinho ou a noite e ir trabalhar. 1. SEJA LEGAL COM OS CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Exite uma grande possibilidade de você vir a trabalhar para um deles.

4 APRESENTAÇÃO

Desde o advento das máquinas, muitos empresários dedicaram-se a estudar e a propor formas mais eficientes de organizar o processo fabril. Todas elas visavam atingir o grau máximo de produtividade. Os mais importantes sistemas produtivos criados nesta filosofia foram o Taylorismo e o Fordismo.

Fazendo uma rápida retrospectiva, podemos identificar no Taylorismo uma pretensão em submeter o trabalhador ao ritmo da máquina, com o mínimo de interrupções, predominando neste sistema de produção a divisão e a subdivisão de tarefas, bem como a valorização de procedimentos mecânicos que dispensavam o raciocínio dos trabalhadores. O Fordismo surgiu numa tentativa de aperfeiçoar este primeiro sistema, havendo em ambos os casos, como exigência, o domínio de habilidades específicas.

Só que mais avanços e mudanças tecnológicas continuaram ocorrendo e assim estes modelos ficaram ultrapassados, uma vez que não conseguiram suprir as novas exigências do mercado justamente por não se preocuparem com a qualificação dos trabalhadores. Se antes exigia-se especificidade, o mercado atual exige um conjunto de competências.

As políticas públicas no campo educacionais vêm exigindo, como patamar mínimo de escolaridade para a qualificação profissional, o curso técnico. Baseando-se em documentos que regem a organização e o planejamento dos cursos de nível técnico, como a LDB (Lei 9394/96), o Decreto de 2.08.97, o Parecer 16/9 e a Resolução CNE/CEB de 04/9, como também na própria prática, nota-se que o mercado de trabalho na área de manutenção industrial demanda cada vez mais técnicos com formação multidisciplinar e certificações que possam atuar na área, desenvolvendo a melhoria contínua dos métodos e processos em andamento dentro das modernas normas das práticas da qualidade, economicidade, gestão ambiental e segurança do trabalho.

De acordo com pesquisa realizada em 1999 pela ABRAMAN

(Associação Brasileira de Manutenção) em 115 indústrias de 19 dos principais setores produtivos, em todo o Brasil, mais de 45% das empresas entrevistadas pretendem aumentar seu quadro de profissionais de manutenção. Esta tendência ocorre devido à preocupação das indústrias em garantir a integridade operacional de suas máquinas e equipamentos, visando reduzir custos, implementar maior qualidade e aumentar sua produtividade, e, desta forma, tornarem-se mais competitivas para afirmar sua sobrevivência no mercado globalizado. Além disso, muitos países importadores de produtos brasileiros estão se tornando a cada dia mais exigentes. Por exemplo, certos produtos só podem ser exportados para países pertencentes à União Européia quando atendem aos requisitos de normas internacionais, como a ISO 9000, a ISO 14000 e a ISO 18000. Para o atendimento a estas normas, a qualificação profissional é preponderante, incluindo os profissionais de manutenção. Segundo a mesma pesquisa da ABRAMAN, cerca de 85% das empresas tem intenção de buscar a qualificação de seus profissionais de manutenção. Isto indica a necessidade da existência de cursos técnicos profissionalizantes, não só para a formação de novos profissionais mas, também, para a requalificação de profissionais em atividade no mercado de trabalho.

avanço profissional e da indústria brasileira

O objetivo desta disciplina de Gestão da Manutenção é não só a preparação e qualificação dos futuros profissionais de manutenção, mas também proporcionar dinamismo e criatividade, de forma a instigar o constante

Neste foco, um profissional em manutenção deve possuir competências gerais e específicas, à saber:

1. Competências gerais:

Desenvolver características preponderantes, senso crítico, autonomia intelectual e sociabilidade;

Desenvolver espírito empreendedor;

Contribuir com a iniciativa do gerenciamento do seu próprio percurso no mercado de trabalho de modo flexível, interdisciplinar e contextualizado;

Ter sólidas bases de conhecimentos tecnológicos e científicos; Ter boa comunicação oral e escrita;

Desempenhar suas atividades buscando qualidade, controle do custo e segurança;

Ter postura profissional e ética.

2. Competências específicas da área:

Elaborar planos de manutenção; Fazer orçamentos de materiais, serviços e equipamentos; Executar, interpretar e fiscalizar ensaios mecânicos e tecnológicos;

Fiscalizar, acompanhar e controlar serviços de manutenção industrial;

Interpretar e executar projetos de instalação de equipamentos e acessórios;

Conhecer e aplicar adequadamente procedimentos, normas e técnicas de manutenção;

Planejar, programar e executar manutenção industrial rotineira e em paradas;

Avaliar, qualificar e quantificar equipes para realização de serviços de manutenção industrial;

Especificar e identificar corretamente materiais de construção mecânica.

1.Introdução

1.1 Histórico

A manutenção, embora despercebida, sempre existiu, mesmo nas épocas mais remotas. Começou a ser conhecida com o nome de manutenção por volta do século XVI na Europa central, juntamente com o surgimento do relógio mecânico, quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e assistência. Tomou corpo ao longo da Revolução Industrial e firmou-se, como necessidade absoluta, na Segunda Guerra Mundial. No princípio da reconstrução pós-guerra, Inglaterra, Alemanha, Itália e principalmente o Japão alicerçaram seu desempenho industrial nas bases da engenharia de manutenção.

mais planejada

Nos últimos anos, com a intensa concorrência, os prazos de entrega dos produtos passaram a ser relevantes para todas as empresas. Com isso, surgiu a motivação para se prevenir contra as falhas de máquinas e equipamentos. Além disso, outra motivação para o avanço da manutenção foi a maior exigência por qualidade. Essas motivações deram origem a uma manutenção 1.2 Importância da Manutenção

Com a globalização da economia, a busca da qualidade total em serviços, produtos e gerenciamento ambiental passou a ser a meta de todas as empresas. Veja o caso abaixo:

programa de manutenção das máquinas

Imagine um fabricante de rolamentos e que tenha concorrentes no mercado. Para que se venha a manter seus clientes e conquistar outros, ele precisará tirar o máximo rendimento das máquinas para oferecer rolamentos com defeito zero e preço competitivo. Deverá também estabelecer um rigoroso cronograma de fabricação e de entrega de meus rolamentos. Imagine agora que não exista um

Isto dá uma idéia da importância de se estabelecer um programa de manutenção, uma vez que máquinas e equipamentos com defeitos e/ou parados, os prejuízos serão inevitáveis, provocando:

Diminuição ou interrupção da produção; Atrasos nas entregas; Perdas financeiras; Aumento dos custos; Rolamentos com possibilidades de apresentar defeitos de fabricação; Insatisfação dos clientes; Perda de mercado.

Todos esses aspectos mostram a importância que se deve dar à manutenção. Até recentemente, a gerência de nível médio e corporativo tinha ignorado o impacto da operação da manutenção sobre a qualidade do produto, custos de produção e, mais importante, no lucro básico. A opinião geral a cerca de 20 anos atrás era de que “manutenção é um mal necessário”, ou “nada pode ser feito para melhorar os custos de manutenção”. Mas as novas técnicas de gerenciamento e sistemas de manutenção tem mudado isso, reduzindo os custos da manutenção em relação ao faturamento. Veja quadro abaixo:

% Custo

Manutenção

/ Faturamento

B r u t o

Porcentagem de Custo com Manutenção em Relação ao Faturamento Bruto no Brasil

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