Normalização - Cap. 03

Normalização - Cap. 03

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A Norma NBR 6176, por exemplo, define os termos empregados para identificação das partes das brocas helicoidais.

broca helicoidal de haste cilíndrica

broca helicoidal de haste cônica

Já a Norma NBR 6215, define a terminologia empregada para os produtos siderúrgicos.

Consultando essa Norma, encontramos definições para produtos como chapa, bloco, fio, placa, aço, ferro fundido e outros.

Simbologia

As normas de simbologia estabelecem convenções gráficas para conceitos, grandezas, sistemas, ou parte de sistemas etc., com a finalidade de representar esquemas de montagem, circuitos, componentes de circuitos, fluxogramas etc.

A Norma NBR 6646, por exemplo, estabelece os símbolos que devem ser aplicados na identificação dos perfis do aço.

Observe na tabela a seguir exemplos de alguns símbolos definidos para cantoneiras de abas iguais.

Símbolo Significado X-X Eixo que passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil e que é representado por uma linha reta nas seguintes posições.

Y-Y Eixo formando ângulo de 90º com o eixo X-X e representado por uma linha reta que passa pelo centro de gravidade da seção transversal do perfil.

X0 - X0 Linhas retas que passam pelo centro de gravidade da seção transversal de perfil que represen- tam os

Y0 - Y0 eixos principais de inércia. e Indica a espessura das abas.

h Altura do perfil. l Comprimento do perfil.

r1 Raio externo. r2 Raio interno.

O significado de cada símbolo encontra-se na própria norma.

A Norma NBR 5266 é muito importante, pois define os símbolos gráficos de pilhas, acumuladores e baterias utilizados na representação de diagramas de circuitos elétricos em desenhos técnicos.

Veja abaixo um trecho da Norma NBR 5266:

No Símbolo Descrição

Elemento de pilha ou acumulador. Nota: O traço longo representa o pólo positivo e o traço curto, o pólo negativo. (117-2/173)

Bateria de acumuladores ou pilhas com indicação do número de elementos. Nota: O símbolo 5266.05 poderá ser usado para representar uma bateria se não houver risco de confusão; neste caso, a tensão ou o número e tipo de elementos devem ser indicados. (117-1/1/5)

Bateria sem indicação do número de elementos. (117-2/176)

Os códigos facilitam a comunicação entre fabricantes e consumidores. Sem códigos normalizados cada fabricante deveria escrever extensos manuais para informar as características dos equipamentos, projetos, desenhos, diagramas, circuitos, esquemas etc.

Classificação

As normas de classificação têm por finalidade ordenar, distribuir ou subdividir conceitos ou objetos, bem como critérios a serem adotados.

A Norma NBR 8643, por exemplo, classifica os produtos siderúrgicos de aço. Segundo os critérios fixados, os produtos siderúrgicos do aço classificam-se da seguinte maneira:

quanto ao estágio de fabricação: a) brutos b) semi-acabados c) acabados

quanto aos processos de fabricação: a) lingotado b) moldado c) deformado plasticamente

Lingotado: refere-se ao aço que sofreu o processo de formação de pequenos blocos de metal solidificado, depois da fusão.

quanto aos produtos acabados: a) planos b) não planos

Vale a pena lembrar que esses exemplos representam apenas um pequeno trecho da Norma NBR 8643.

A Norma NBR-8968 é outro exemplo. Ela classifica os tipos de tratamento de superfícies para proteção e acabamento dos produtos de alumínio. Entre outros, alguns tipos de tratamento indicados pela Norma NBR 8968 são: anodização fosca

anodização brilhante

anodização colorida por corantes

Anodização: tratamento superficial do alumínio contra a corrosão.

Método de ensaio

As normas relacionadas a métodos de ensaios determinam a maneira de se verificar a qualidade das matérias-primas e dos produtos manufaturados.

A verificação é feita por meio de ensaios. A norma descreve como eles devem ser realizados para a obtenção de resultados confiáveis.

Veja na ilustração um exemplo de medidor de energia:

A Norma NBR 8374 determina as condições para realização dos ensaios que avaliam a eficiência e qualidade dos medidores de energia.

Já a Norma NBR 6394 indica o método a ser seguido, os instrumentos que devem ser usados e as condições exigidas para verificação do grau de dureza dos materiais metálicos. A Norma NBR 6156, por sua vez, determina o método de verificação a ser empregado para avaliar a precisão das máquinas destinadas aos ensaios de tração e compressão.

Portanto, pode-se concluir que: os produtos fabricados são submetidos a ensaios para verificar se as suas propriedades estão de acordo com as especificações desejadas; as máquinas que realizam os ensaios também são testadas para se obter dados corretos durante os testes; as normas orientam a fabricação dos produtos e os ensaios a que são submetidos para garantir as condições de obtenção de qualidade e eficiência.

Observe na ilustração como fica a parte superior da primeira página de uma norma que passou por todos os processos de normalização.

Periodicamente, as Normas devem ser examinadas. Em geral, esse exame deve ocorrer num período de cinco em cinco anos.

Às vezes, o avanço tecnológico exige que certas Normas sejam revistas num prazo de tempo menor. Quando necessário, as Normas devem ser revisadas, isto é, modificadas.

Utilização de normas de outros países

Freqüentemente, indústrias brasileiras e multinacionais adotam as normas norte-americanas ASTM (para teste de materiais), SAE (para automóveis) e AISI (para aço e ferro) para especificação, classificação e ensaios de materiais.

Quanto à fabricação de máquinas e componentes mecânicos, são bastante difundidas no Brasil as Normas DIN, da Alemanha.

A ABNT, além de elaborar normas, adota algumas internacionais. Exemplo disso são as normas da série ISO 9000.

As normas da série ISO 9000 são muito importantes, pois estabelecem diretrizes e procedimentos para que as empresas possam garantir a qualidade total de seus produtos e serviços, obtendo, assim, condições de competir no exigente mercado internacional.

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