principios museologia

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Princípios Básicos da Museologia

Governador do Estado Roberto Requião de Mello e Silva

Secretária de Estado da Cultura Vera Maria Haj Mussi Augusto

Diretora Geral da SEEC Sonia Hamamoto Shigueoka

Coordenadora do Sistema Estadual de Museus Clarete de Oliveira Maganhotto

Organizadora do textoEvanise Pascoa Costa
FotografiaEvanise Pascoa Costa
Gráficos e croquisMarcos Coga da Silva
Equipe de pesquisaClarete de Oliveira Maganhotto (coordenação)

Eliana Moro Réboli, Daise Falasca de Moraes, Esmerina Costa Luis (MP),

Cleuzeli Cardoso Winters (MAA), Elisabete Turin dos Santos (CJT), Iraí Casagrande (MAC) e Lenora Pedroso (CAM)

EstagiáriosDaniele Devoglio, Thalles Nogueira Werner Beatrici
RevisãoWilson Pereira Junior
Coordenadora de Desenho GráficoTeresa Cristina Montecelli

Projeto Gráfico . Adriana Salmazo Zavadniak

Curitiba 2006

Princípios Básicos da Museologia

Secretaria de Estado da Cultura

Ficha Catalográfica

Princípios básicos da museologia / Evanise Pascoa Costa. - Curitiba: Coordenação do Sistema Estadual de Museus/ Secretaria de Estado da Cultura, 2006. 100p. : il.; 15cm

Inclui bibliografia. 1. Museologia. I. Costa, Evanise Pascoa

CDD (21ª ed.) 060

Dados internacionais de catalogação na publicação Bibliotecária responsável: Mara Rejane Vicente Teixeira

Museu8
Decreto de criação (modelo)12
Elaboração do plano museológico (publicado no diário oficial da União)13
O Plano Diretor do Museu17
“Museu da Cidade”- modelo de regimento interno adaptável21
Os espaços do museu26
Entrada do museu26
Salas de exposições permanentes e temporárias28
Biblioteca e mapoteca29
Setor administrativo: esquema administrativo de museus de médio e grande porte30
Documentação Museológica32
O que é? Quem faz? Como é composta?32
Tabela de Documentação Museológica34
Registro36
O Livro Tombo38
Classificação40
Fichas de catalogação41
Atenção à documentação4
Pesquisa museológica4
Empréstimos e doações45
Qualidade da atmosfera46
Temperatura e umidade47
Tabela de grau de umidade relativa %U.R48
Iluninação49
Sensibilidade dos materiais em relação à iluminação50
Conservação dos objetos pelo tipo de material50
Níveis de umidade relativa5
Transporte do Acervo58
Montagem de Exposição60
Pesquisa para exposição61
Estratégias para montagem de exposições62
Expondo objetos63
Expondo pinturas (gráfico explicativo para exposição)63
Etiquetas64
Expondo esculturas64
Expondo fotografias65
Expondo taxidermia6
Monitoria em Museus67
Caminhos para a viabilização de um trabalho de monitoria68
Divulgação70
Patrimônio e cidadania72
Patrimônio e desenvolvimento74
Ação Cultural nos museus75
Implementando ações culturais nos museus7
Segurança nos Museus79
Prevenção de incêndio80
Tipos de extintores e seus usos81
Prevenção quanto a incidentes climáticos82
Roubo e depredação82
Referências Bibliográficas85
Esquema de organização de um museu de médio porte87
Esquema de organização de um museu de grande porte8
Modelos de Fichas Museológicas89
Formulário de empréstimo temporário90
Ficha de agradecimento para doações91
Medição de objetos museológicos92
Modelo de Plano Diretor95

Museus são bens culturais de uso público que precisam ser mantidos, organizados e preservados em ação conjunta com a sociedade e o governo.

São muitas as necessidades que assolam alguns museus para um desempenho satisfatório. As carências subsistem desde recursos humanos, materiais e financeiros até a falta de conhecimento básico dos responsáveis pela conservação, exposição e elaboração do plano museológico dessas instituições.

A partir da criação da lei 7287/84, que regulamenta a profissão do museólogo, têm-se promovido muitos movimentos em prol da nova Museologia, com a finalidade de tornar mais visível a função dos museus. São encontros, seminários congressos, foruns e muitas reuniões onde se congregam entidades museológicas de todo o país, com a finalidade de se discutir e traçar metas para o desenvolvimento das práticas museais e chegar a um denominador comum para a aplicação de políticas museológicas nos estados brasileiros.

No Paraná, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Museus, promove cursos e oficinas de capacitação museológica com o objetivo de tornar mais adequado e eficiente o trabalho específico em museus e entidades afins.

Complementa esse projeto, a edição deste guia de consultas, fundamentado em obras de grandes estudiosos da museologia e, sem pretensão de oferecer conceitos imutáveis, tem a intenção de facilitar aos interessados a criação de novas idéias, em novos estudos na organização dos museus.

Espera-se que esta obra contribua para esclarecer dúvidas, estimular a criação de projetos culturais, promover ações educativas com a participação do público jovem, estudantes, universitários, idosos, comunidades indígenas e outros, como também para o fortalecimento da prática museológica no Paraná e no Brasil.

Clarete de Oliveira Maganhotto Coordenadora do Sistema Estadual de Museus COSEM

Introdução

A palavra Museu vem do termo grego Museion, templo das musas. Os latinos denominavam Museum ao gabinete ou sala de trabalho dos homens de letras e ciências. Ptolomeu I, soberano do Egito, deu esse nome à parte do seu palácio, em Alexandria, onde se reuniam os sábios e filósofos mais célebres do seu tempo. Foi esse o primeiro estabelecimento cultural que recebeu o título de Museu.

As coleções de quadros, de esculturas, de objetos de arte e de relíquias preciosas datam da Grécia Antiga e de Roma. Na

Idade Média, elas existiram nos mosteiros e igrejas. No Renascimento, nos palácios dos soberanos e grandes senhores. Nenhuma teve a designação de Museu. A primeira coleção que recebeu essa denominação foi a do Louvre na França, aberta ao público em 1750. (*)

Depois a palavra Museu tornou-se habitual para designar coleções de qualquer natureza (públicas ou particulares), e até há bem pouco tempo, o museu destinava-se apenas a abrigar e conservar coleções: era sua única finalidade.

O Conselho Internacional de Museus – ICOM, define como Museu, toda instituição permanente, sem fins lucrativos, aberta ao público, que adquire, conserva, pesquisa e expõe coleções de objetos de caráter cultural ou científico para fins de estudo, educação e entretenimento.

A definição de Museu segundo o Ministério de Cultura – IPHAN/MinC é mais específica: “O museu, para os efeitos de lei, é uma instituição com personalidade jurídica, com ou sem fins lucrativos, ou vinculada a outra instituição com personalidade jurídica própria, aberta ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento e que apresenta as seguintes características:

O museu

I - o trabalho permanente com o patrimônio cultural, incluindo nessa designação o natural, tangível, intangível, digital, genético e paisagístico;

I - a presença de acervos e exposições colocados ao serviço da sociedade com o objetivo de propiciar a ampliação do campo de possibilidades de construção identitária, a percepção crítica da realidade, a produção de conhecimentos e oportunidades de lazer;

I - o desenvolvimento de programas, projetos e ações que utilizem o patrimônio cultural como recurso educacional, turístico e de inclusão social;

IV - a vocação para a comunicação, a exposição, a documentação, a investigação, a interpretação e a preservação de manifestações e bens culturais e naturais;

V - a democratização do acesso, uso e produção de bens culturais de modo a contribuir para a promoção da dignidade da pessoa humana;

VI - a constituição de espaços de relação e mediação cultural com orientações políticas, culturais e científicas diferenciadas entre si.

Sendo assim, são considerados museus, independentemente de sua denominação, as instituições ou processos museológicos que apresentem as características acima indicadas e cumpram as funções museológicas” (**)

Considera-se o termo Museu em sua abrangência máxima, ainda de acordo com o Ministério da Cultura, as diferentes tipologias de acordo com o acervo:

ANTROPOLOGIA E ETNOGRAFIA: coleções relacionadas às diversas etnias, voltadas para o estudo antropológico e social das diferentes culturas. Ex: acervos folclóricos, artes e tradições populares, indígenas, afro-brasileiras, do homem americano, do homem do sertão, etc.

ARQUEOLOGIA: coleções de bens culturais portadores de valor histórico ou artístico, procedente de escavações, prospecções e achados arqueológicos. Ex: artefatos, monumentos, sambaquis.

ARTES VISUAIS: coleções de pintura, esculturas, gravuras, desenhos, incluindo a produção relacionada à Arte Sacra. Nesta categoria também incluem-se as chamadas Artes Aplicadas, ou seja, as artes que são voltadas para a produção de objetos tais como: porcelana, cristais, prataria, mobiliário, tapeçaria.

Casa João TurinSala do Artista Popular

Museu Alfredo Andersen Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Casa Andrade Muricy Museu Oscar Niemeyer

CIÊNCIAS NATURAIS E HISTÓRIA NATURAL: bens culturais relacionados às Ciências Biológicas (Biologia, Botânica, Genética, Zoologia, Ecologia etc), às Geociências (Geologia, Mineralogia etc) e à Oceanografia.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: bens culturais que ilustram acontecimentos ou períodos da História.

IMAGEM E SOM: documentos sonoros, videográficos, filmográficos e fotográficos.

VIRTUAL: bens culturais que se apresentam mediados pela tecnologia de interação cibernética (internet)

(*) In: BARROSO, Gustavo. Introdução à Técnica de Museus. Vol. 1 (**) In: manual de Cadastro de Instituições Museológicas. IPHAN/MINC, outubro de 2005

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