Padronização de ramais de entrada

Padronização de ramais de entrada

(Parte 1 de 9)

Objetivo3
1. Aplicação4
2. Ramal de ligação4
3. Ponto de entrega4
4. Ramal de entrada4
4.1. Condutores do Ramal de Entrada4
4.2. Fixação dos Condutores do Ramal de Entrada5
5. Eletrodutos5
5.1. Tipos de Eletrodutos5
5.2. Dimensionamento do Eletroduto6
5.3. Instalação do Eletroduto do Ramal de Entrada6
6. Terminais e adaptadores7
7. Caixas8
7.1. Caixa de Passagem8
7.1.1. Tipos de Caixas de Passagem8
7.1.2. Dimensionamento da Caixa de Passagem8
7.1.3. Instalação da Caixa de Passagem8
7.2. Caixa Seccionadora8
7.2.1. Tipos Padronizados de Caixas Seccionadoras ou de Distribuição8
7.2.2. Dimensionamento da Caixa Seccionadora ou de Distribuição9
7.2.3. Instalação e Montagem da Caixa Seccionadora9
7.3. Caixa de Distribuição10
7.3.1. Tipos Padronizados de Caixas de Distribuição10
7.3.2. Dimensionamento da Caixa de Distribuição10
7.3.3. Instalação e Montagem da Caixa de Distribuição10
7.4. Caixa de Dispositivos de Proteção e Manobra1
7.4.1. Tipos de Caixas de Dispositivos de Proteção1
7.4.2. Dimensionamento da Caixa de Dispositivos de Proteção1
7.4.3. Instalação da Caixa de Dispositivos de Proteção1
7.5. Quadro de Distribuição ou Seccionamento Compacto1
7.5.1. Utilizado como Caixa Seccionadora13
7.5.2. Utilizado como Caixa de Distribuição14
7.6. Caixa de Medição14
7.6.1. Tipos Padronizados de Caixas de Medição14
7.6.2. Dimensionamento da Caixa de Medição15
7.6.3. Instalação da Caixa de Medição15
7.6.4. Centro de Medição16
7.7. Caixa de Barramentos17
7.7.1. Tipos de Caixas de Barramentos17
7.7.2. Dimensionamento da Caixa de Barramentos17
7.7.3. Instalação da Caixa de Barramentos17

Ligações subterrâneas - Coletivas

8.1. Medição Direta17
8.2. Medição Indireta18
9. Cabina de barramentos19
9.1. Tipos de Cabinas de Barramentos19
9.1.1. Cabina de Barramentos de Construção Local19
9.1.2. Cabina de Barramentos Blindada19
9.2. Dimensionamento da Cabina de Barramentos19
9.3. Instalação da Cabina de Barramentos21
10. Dispositivos de proteção23
10.1. Dimensionamento do Dispositivo de Proteção23
10.1.1. Proteção contra as Sobrecargas23
10.1.2. Proteção contra Curto-Circuito23
10.1.3. Proteção contra Arco à Terra24
10.2. Instalação dos Dispositivos de Proteção e Manobra24
10.3. Prescrições da NBR-541024
10.3.1. Dispositivo DR24
10.3.2. Proteção contra Quedas e Faltas de Tensão25
10.3.3. Proteção dos Motores25
1. Câmara transformadora26
12. Bomba contra incêndio26
12.1. Ligação através de Caixa Seccionadora ou Distribuição26
12.2. Ligação através de Cabina de Barramentos27
12.3. Disposições Gerais27
13. Plaquetas de identificação27
13.1. Em Caixa de Medição Coletiva27
13.2. Em Caixa de Dispositivos de Proteção Individual27
13.3. Em Caixa de Dispositivo de Proteção e Manobra27
13.4. Em Cabina de Barramentos27
14. Aterramento27
14.1. Aterramento da Entrada Consumidora28
14.2. Dimensionamento do Aterramento28

Objetivo

Este fascículo compõe um regulamento geral, que tem por objetivo estabelecer as condições mínimas exigidas pela ELETROPAULO - Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A., para o fornecimento de energia elétrica em baixa tensão, através de rede subterrânea às instalações consumidoras localizadas em sua área de concessão.

As disposições do regulamento geral visam estabelecer as condições gerais a serem observadas pelos interessados no fornecimento de energia elétrica quanto à maneira de obterem ligação e dar subsídios técnicos necessários para a elaboração do projeto e execução de entradas consumidoras, sempre em obediência às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), bem como à legislação em vigor.

Quaisquer sugestões e comentários pertinentes à presente regulamentação serão bem recebidos pela ELETROPAULO. As correspondências deverão ser entregues em qualquer um dos setores comerciais.

Ligações subterrâneas - Coletivas

1. Aplicação

As especificações a seguir tratam dos padrões de entrada coletiva, utilizados nas zonas de distribuição subterrâneas, de acordo com o fascículo Condições Gerais de Fornecimento.

Notas:

1. Para edificações de uso coletivo na área do sistema de distribuição reticulado, quando houver unidades com cargas superiores a 75kW, o atendimento destas cargas será em tensão primária de distribuição de 21kV pelo sistema Seletivo Híbrido com chave de transferência. As condições gerais para este atendimento são objeto do comunicado técnico CT-23 “Atendimento pelo Sistema Seletivo Híbrido”. 2. Por conveniência do cliente, havendo viabilidade técnica do sistema elétrico, o atendimento das cargas superiores a 75kW poderá ser feito em baixa tensão, desde que este assuma os investimentos adicionais necessários ao atendimento no nível de tensão pretendido.

2. Ramal de ligação

Condutores e acessórios compreendidos entre o ponto de derivação da rede da ELETROPAULO e o ponto de entrega. O dimensionamento, instalação e manutenção são de responsabilidade da ELETROPAULO.

3. Ponto de entrega

É o ponto até o qual a ELETROPAULO se obriga a fornecer energia elétrica, participando dos investimentos necessários, conforme previsto na legislação em vigor, bem como se responsabilizando pela execução dos serviços, pela operação e manutenção, não sendo necessariamente o ponto de medição.

Notas:

1. Em zona de distribuição subterrânea, o ponto de entrega situar-se-á no limite de propriedade com a via pública. 2. Quando da necessidade de construção de câmara transformadora no interior dos limites da propriedade do cliente, o ponto de entrega é considerado nos terminais secundários do transformador - barramento geral. 3. As diversas situações do ponto de entrega estão ilustradas nos desenhos nº 3 e nº 4.

4. Ramal de entrada

Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de entrega e o primeiro dispositivo de proteção.

4.1. Condutores do Ramal de Entrada

Em zona de distribuição subterrânea os condutores do ramal de entrada são dimensionados e instalados pela ELETROPAULO.

Notas:

1. O tipo e a quantidade de condutores a serem utilizados no ramal de entrada serão fornecidos pela ELETROPAULO, através de correspondência, após a elaboração da Solicitação de Atendimento Técnico (SAT’r);

2. Os custos referentes aos materiais e mão-de-obra de instalação são de responsabilidade do cliente, conforme legislação em vigor.

4.2. Fixação dos Condutores do Ramal de Entrada

Os condutores do ramal de entrada, nos casos em que os bocais dos eletrodutos fiquem em altura superior a 1,20m em relação ao piso acabado do cubículo ou da caixa de passagem, devem ser fixados na parede, a uma altura de 0,60m abaixo da linha de dutos, e espaçados entre si em intervalos não superiores a 0,60m, conforme sugestão indicada no desenho nº 14.

Em entrada consumidora com caixa “W”, os condutores do ramal de entrada serão fixados abaixo dos terminais das chaves fusíveis, que devem ser instaladas a 0,30m em relação a base da caixa.

Em entrada consumidora com cabina de barramentos, os condutores do ramal de entrada devem ser fixados abaixo dos terminais dos disjuntores, a 0,50m de altura em relação ao piso acabado do cubículo.

As braçadeiras para fixação dos condutores devem ser de material não ferro-magnético, podendo ser do tipo indicado na sugestão do desenho nº 14, e devem ser fornecidas e instaladas pelo cliente.

5. Eletrodutos Conduto destinado a alojar e proteger mecanicamente os condutores elétricos. 5.1. Tipos de Eletrodutos Os eletrodutos padronizados para a entrada consumidora são:

1. De polietileno de alta densidade – corrugado; 2. De aço carbono, tipo pesado (NBR-5597 e NBR-5598), tipo extra (NBR-5597), sem costura ou com costura acabada, com revestimento de zinco, interna e externamente, aplicado por imersão a quente; 3. De aço carbono, tipo leve 1 (NBR-5624), com costura acabada e revestimento de zinco, interna e externamente, aplicado por imersão a quente ou zincagem em linha com cromatização (eletrolítico).

O eletroduto destinado à passagem dos condutores do ramal de entrada, do ramal alimentador de caixa de distribuição, do ramal de distribuição principal ou do ramal alimentador da unidade de consumo, não deve ser inferior aos indicados na Tabela 5.1, a seguir:

Diâmetro Nominal (m)Tamanho Nominal (n°) Tipo de Eletroduto

32-Cloreto de polivinila - PVC -30Polietileno de alta densidade corrugado - PEAD

-34Aço carbono tipo pesado

-25Aço carbono tipo leve 1

-25Aço carbono tipo extra

Tabela 5.1: Dimensões Mínimas de Eletrodutos

Ligações subterrâneas - Coletivas

Notas:

1. Eletrodutos PEAD não podem ser utilizados no ramal alimentadaor da unidade de consumo. 2. Eletrodutos de PVC só poderão ser utilizados para ramal de entrada quando tratar-se de ligação com cabos singelos, derivados de câmaras transformadoras ou poços de inspeção.

O eletroduto destinado aos condutores isolados de proteção e de aterramento do neutro podem ser qualquer um dos tipos indicados na Tabela 5.1.

5.2. Dimensionamento do Eletroduto

O dimensionamento do eletroduto se obtém mediante consulta à Tabela I (Anexo I), exceto para o ramal de entrada que deve atender à Tabela 5.2, a seguir:

Tabela 5.2: Eletrodutos do Ramal de Entrada em Zona de Distribuição Subterrânea

Nota:

A quantidade de eletrodutos derivado de câmara transformadora será determinada pela ELETROPAULO.

5.3. Instalação do Eletroduto do Ramal de Entrada

O eletroduto enterrado deve ser instalado a uma profundidade entre 0,30m e 0,50m do piso acabado e ser de aço carbono quando diretamente enterrado, ou de polietileno de alta densidade - corrugado, envelopado em concreto.

Em casos de utilização de eletroduto de aço carbono diretamente enterrado, deve ser previsto um revestimento de concreto nas juntas de conexão entre as barras dos eletrodutos.

O eletroduto do ramal de entrada deve ser instalado pelo interessado obedecendo às prescrições indicadas no desenho nº 17 e possuir, no máximo, uma curva de raio mínimo de 0,50m e ângulo de 90º.

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