Corlan - Flex For PHPDevelopers - Protuguese - Brazil

Corlan - Flex For PHPDevelopers - Protuguese - Brazil

(Parte 1 de 10)

Flex para desenvolvedores PHP http://corlan.org/flex-for-php-developers/

Por Mihai Corlan

Tradução: Daniel Schmitz - @Daniel_Schmitz Colaboradores: Cerli Antônio da Rocha, André Vasconcellos, Renato Freire Ricardo, Anderson Ambrosi, Marcel Araujo

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 2

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

Nota do tradutor

Este documento é o resultado de várias horas (2) de tradução de um excelente artigo em inglês e tem como finalidade ajudar todas as pessoas que conhecem PHP e estão “saboreando” o Flex pela primeira vez.

Por se tratar de uma tradução, podem contém erros dos quais ainda não foram observados. Eu agradeço profundamente a todos que me ajudaram a pegar alguns erros, mas provavelmente outros existem. Se você encontrar algum erro, por favor, me comunique através do email daniel.schmitz@hotmail.com

É válido lembrar que esta é uma tradução fiel, por isso o tempo verbal do artigo está na primeira pessoa, e sempre que você ler um “eu”, saiba que é o Mihai Corlan e não o Daniel Schmitz.

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 3

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

Flex para desenvolvedores PHP

Eu tenho trabalhado com tecnologias relacionadas à web desde o final dos anos 90 e a minha primeira tecnologia server side foi PHP. Mais tarde trabalhei com ColdFusion e Java, mas sempre me considerei um programador PHP. Quando o Ajax surgiu, comecei a trabalhar com frameworks como Prototype e script.aculo.us, e comecei a criar os meus próprios frameworks.

No final de 2006, experimentei pela primeira vez o desenvolvimento Flex. Eu fiz uma espécie de curso intensivo, pois tinha de 4 a 6 semanas para criar uma aplicação de demonstração para a próxima versão do FDS (Flex Data Services, agora chamado de LiveCycle Data Services). Embora eu fosse novo no Flex e no FDS, o projeto correu bem, e realmente gostei do processo de desenvolvimento e aprendizagem.

No entanto, apesar de ter gostado, era diferente. Quero dizer que quando eu fiz o curso de desenvolvimento web com ColdFusion e Java, eu não sentia diferenças em relação ao PHP; era mais uma questão de encontrar a API correta e acostumar com as especificações da linguagem. Mais tarde, quando comecei a trabalhar com Ajax e DHTML, vi também que não havia diferenças. Você continuava criando a maior parte do website com as mesmas técnicas aprendidas e usava uma linguagem server side, jogando algum pedaço de código aqui ou ali (neste caso, alguns widgets Ajax).

Quando eu fiz o meu primeiro projeto web usando Flex, caramba, era completamente diferente. A separação clara entre o cliente e o servidor (lógica de negócio no lado do cliente além da lógica de negócio no lado do servidor), o cliente possuía uma tecnologia compilada ao invés de interpretada, duas línguagens diferentes no lado do cliente, tudo isso pediu um pensamento diferente sobre o desenvolvimento web tradicional.

E esta é a minha razão de escrever este artigo. Eu quero compartilhar com vocês algumas coisas que são específicas para o Flex em relação ao PHP. Ao mesmo tempo, quero fazer uma introdução do Flex através de uma comparação com o PHP, sempre que esta comparação fizer sentido. Então, este artigo é para:

Desenvolvedores PHP que querem aprender mais sobre Flex e Action Script 3, além de uma simples definição sobre o que são estas tecnologias.

Desenvolvedores PHP que já fizeram a sua primeira tentativa de codificação em uma aplicação Flex, e desejam ter uma melhor compreensão sobre o Flex.

O que não tem neste artigo? Não é a minha intenção de convertê-lo, nem de te convencer que o Flex é melhor que X ou Y. Eu acredito seriamente que existem diversos tipos de projetos e que eles podem e devem ser feitos com diferentes ferramentas. E quanto a performance, maximização de retorno em investimento e usabilidade são prioridades, não existe uma ferramenta universal para isso.

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 4

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

A propósito, este artigo não é um documento completo sobre o Flex ou Action Script 3. Há dezenas de livros que cobrem este assunto em centenas de páginas. Existem milhares de artigos sobre Flex. Minha intenção é fornecer informações suficientes para os temas mais importantes e, sempre que fizer sentido, relacionar estes conceitos com conceitos similares do PHP. Para manter o artigo útil, ele foi estruturado para não entrar em muitos detalhes. No final do artigo, vou dar uma breve introdução ao Adobe AIR e adicionar alguns recursos caso deseje obter maiores informações sobre este tópico.

Por fim, eu escolhi usar o Flex 3 na maioria dos exemplos. Existem algumas razões para esta escolha. Primeiramente, no momento em que escrevia este artigo, o Flex 4 estava na versão beta. Segundo, o Flex 4 é uma evolução do Flex, assim, a maioria dos assuntos abordados serão válidos para que sejam aplicados no Flex, com mínimas mudanças, se houver alguma. Em alguns casos, eu vou comentar estas diferenças. Quanto ao PHP, escolhi a versão 5.3 como referência. Agora que já falei tudo, vamos ver os assuntos abordados e, em seguida, vamos começar.

Flex para desenvolvedores PHP3
O que é Flex?6
Flex: duas linguagens, um único framework6
Porque você deve se preocupar com Flex7
De um cliente leve para um cliente esperto/rico8
Introdução à linguagem MXML9
Misturando MXML e ActionScript 313
Estilos CSS14
Modificando o código MXML em tempo de execução16
Introdução à linguagem Action Script 317
Separando as Declarações18
Os tipos de dados, variáveis e constantes18
Funções e funções anônimas2
O: Classes e interfaces24
Herança28

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 5

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

Interfaces31
Exceções31
Convertendo e testando o tipo de um objeto32
Escopo de variáveis32
Matrizes (arrays)3
Namespaces34
Acessibilidade no Namespace37
Trabalhando com XML37
Dynamic Actionscript38
Flex é assíncrono39
DataBind, metada tags e reflection40
Onde estão meus dados? Traga-os pra mim!45
Autenticação de usuários em projetos Flex e PHP47
Trabalhando em projetos Flex e PHP48
Editores de texto para Flex e PHP48
Flex Builder / Flash Builder e Eclispe PDT / Zend Studio48
Depuração de aplicações FLEX48
O que é Adobe Air49
O que vem a seguir?51
Para onde ir agora?51
Tour de Flex51
Livros52

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 6

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

O que é Flex?

A resposta mais simples é: Flex é apenas outra maneira de criar uma aplicação em Flash. Uma aplicação Flex é compilada em um arquivo SWF, que roda dentro do navegador através do Flash Player. Por que precisamos de outra maneira de criar aplicações em Flash? Tradicionalmente as aplicações em Flash foram criadas usando as ferramentas Flash. Se você olhar essa ferramenta (Nota do tradutor: o autor refere-se ao Adobe Flash CS4), vai perceber que ela foi criada para Designers. Existe um “stage”, a linha do tempo, ferramentas de desenho, e assim por diante.

Quando você está desenvolvendo aplicações e você se preocupa com produtividade, você precisa de componentes, precisa de ser capaz de agilizar o desenvolvimento, tanto através de reutilização de código e, não menos importante, quanto a uma IDE que dê conta do recado.

Assim, a resposta pode ser revista: Flex é um framework open source que ajuda os desenvolvedores a criar rapidamente aplicações para a Internet, que rodam pelo Flash Player. O framework possui este conceito desde 2006, com a versão Flex 2 e o Flash Player 9, e o Action Script 3. A versão atual é o Flex 3, e no início de 2010 a versão Flex 4 será lançada.

Flex: duas linguagens, um único framework

Sob o aspecto do Flex, você irá encontrar o seguinte:

Duas linguagens: MXML e Action Script 3. Flex oferece duas linguagens para que se possa criar uma aplicação Flex. Nos próximos capítulos, iremos estudar mais a fundo cada uma.

Uma rica biblioteca de componentes

Um compilador e um debugador

Ferramentas disponíveis através de linha de comando, para compilação e debug de uma aplicação flex.

Desde que o Flex se tornou um framework open source, eu encorajo a todos a acessarem a página do projeto em http://opensource.adobe.com/flex e realizar o download do SDK. Você pode acessar o código fonte de todos os componentes do framework, conferir a página de bugs (http://bugs.adobe.com/flex), dados sobre novas funcionalidades que são implementadas a cada versão, e a página wiki contendo especificações do framework.

Parte do ganho de produtividade fornecida pelo uso do Flex é devido a sua extensa biblioteca de componentes. Há todos os componentes de interface que o usuário imagina (inputs, panels,

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 7

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz

Windows, sliders, data grids, combo, accordion, tab etc). Existem containers e elementos de formulário. A seguir, você pode ver uma screenshot dos componentes visuais disponíveis do Flex 3.

E se estes componentes não são suficientes, você pode acessar o código fonte e estendê-los para construir seus próprios componentes, ou pode criar novos componentes do zero.

Porque você deve se preocupar com Flex

Antes de ir mais a fundo, vamos fazer uma pausa e revisar as razões sobre o que devemos nos preocupar sobre Flex.

As aplicações web tradicionais (HTML) são formadas através de uma arquitetura requisiçãoresposta. O navegador realiza uma requisição ao servidor, que por sua vez responde com uma página de volta, e este ciclo se repete. HTML e CSS são uma excelente escolha para apresentação de informações, sem dúvida duas das melhores existentes. Com o passar dos anos, esta arquitetura se modernizou de uma exibição de conteúdo estático para uma plataforma de aplicações. Com tecnologias de script, conseguimos criar páginas dinâmicas que se adequaram a arquitetura requisição-resposta. Além disso, adicionando DHTML e Ajax,

FLEX PARA DESENVOLVEDORES PHP 8

Autor: Mihai Corlan Tradução: Daniel Schmitz tivemos um novo avanço nas páginas web: o usuário poderia interagir com a página carregada e alterar partes do seu conteúdo, sem atualizar a página inteira.

Como estas tecnologias evoluíram, aplicações mais complexas apareceram. Algumas aplicações web começaram a copiar as funcionalidades das aplicações desktop e ao mesmo tempo manter as premissas de uma aplicação web (disponível em qualquer lugar e em qualquer navegador através de uma conexão com a Internet). Neste embalo, versões online de planilhas e editores de texto surgiram.

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