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ATOS INSEGUROS – é o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades

FATORES PESSOAIS – são decorrentes de falhas inerentes à pessoa. Podem ser por falta de instrução, inaptidão, indisciplina, falta de atenção, falta de adaptação à EPIs, desconhecimento do risco.

NATUREZA DA LESÃO – é o tipo de lesão sofrida pelo acidentado. Pode ser cortante, perfurante, escoriativa, contusão, fratura, distenção, corpo estranho, irritação ocular, queimadura etc.

SEDE DA LESÃO – é a localização da lesão sofrida pelo trabalhador. Ex. Abdômen, braço, mãos, pernas etc.

DOENÇA DO TRABALHO OU MESOPATIA – é aquela resultante de condições excepcionais em que o trabalho esteja sendo realizado. Ex. lombalgias (carregadores de sacos), varizez (trabalho de pé), hérnia ( levantamento de peso).

DOENÇA PROFISSIONAL OU TECNOPATIA – é toda aquela doença que é inerente à profissão. A causa está diretamente relacionada com o efeito.Ex: saturnismo (chumbo), asbestose (amianto).

6. CONDIÇÕES PARA QUE SE PRODUZA UMA DOENÇA OCUPACIONAL

A presença de materiais tóxicos nos ambientes de trabalho, representa um risco para a saúde dos trabalhadores. Mas tal não deve se estender de modo que, todo o pessoal exposto iria adquirir uma doença. Para que isto aconteça, devem concorrer vários fatores:

6.1Tempo de exposição – Quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de se produzir uma doença ocupacional.

6.2 Concentração ambiental do tóxico – Sendo maior a concentração do tóxico no ar respirável dos trabalhadores, maiores serão as possibilidades de que este penetre no organismo.

6.3 Características físico-quimica – dependerá também destas características do poluente e do potencial tóxico de cada substancia.

6.4 Suscetibilidade – cada pessoa será outro fator importante a considerar, á sensibilidades diferentes para o mesmo produto.

6.5 Limite de Tolerância – ao se estudar as causas as doenças profissionais e relacioná-las com a presença nos ambientes de trabalho, de substancias misturadas intimamente com o ar, pensa-se de imediato, restringilas a uma quantidade tal que não produza dano. Se a quantidade de tóxico que ingressa no organismo é eliminada, sem que isto, signifique um esforço extraordinária para este, não permitindo a acumulação de resíduos, é possível que não se produza nenhum dano. A este conceito chama-se de Limite de Tolerância e pode ser definido como a concentração de uma substancia existente no ambiente de um local de trabalho, sob a qual existe uma razoável segurança que um trabalhador poderá desenvolver seu serviço indefinidamente, efetuando uma jornada normal durante toda sua vida sem sofrer moléstias nem danos à saúde.

7. SEGURANÇA DO TRABALHO

É a função composta por um conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, que objetiva a PREVENÇÃO DE ACIDENTES, pela eliminação dos ATOS e das CONDIÇÕES INSEGURAS do ambiente e pela educação, conscientização e motivação das pessoas para as práticas preventivas. Seu emprego é indispensável para o desenvolvimento satisfatório do trabalho. É tão importante para a produção

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Av. Jerônimo de Albuquerque, 10 – Bequimão – São Luís - MA Tel.: (98) 3246 2126 - w.gianna.com.br quanto muitos outros fatores e serviços que as empresas mantêm, além do benefício proporcionado aos empregados, seus familiares e ao povo em geral.

7.1 – NÍVEIS DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS NA ÁREA DA SAÚDE OCUPACIONAL

7.1.1 – programa de segurança – a necessidade de um programa de segurança eficiente, constante e integro, nasce primordialmente do fato de que um esforço de segurança, deve ter um resultado final compatível com o custo e exigência dessa missão, pois de outra forma sua própria existência não teria sentido.

Uma das formas de se analisar o comportamento de um sistema de segurança é através da simulação. Cria-se assim um modelo, e a partir deste modelo adequado a uma realidade é possível prever certas características do sistema representado e sua possível evolução dentro de condições especificas. Dessa forma, pode-se predizer como irá o sistema reagir em situações critica e quais serão os efeitos resultantes, antes que tais condições se apresentem na realidade.

Em nosso caso, o sistema é utilizado com o principal intuito de se analisar cada variável em sua possibilidade de produzir danos humanos, materiais ou econômicos. todas as variáveis envolvidas num particular processo, operação ou situação, deverão ser enumeradas e analisadas de forma a se conseguir a organização lógica de seu comportamento e inter-relacionamento. podemos definir 3 tipos de modelos:

• Modelo icônico – é uma representação que estreitamente aparenta o sistema que descreve. ex: maquetes, kits de montagem etc.

• Modelo analógico – é a representação de uma ou mais características de um sistema real.ex. mapas de risco

• Modelo simbólico ou analógico – é aquele que representa um sistema ou situação através de grupos de equações, diagramas de blocos, relações lógicas, enfim, qualquer sistema lógico associado a uma simbologia própria, individualmente ou em conjunto com os outros tipos de representação. Este tipo é o que mantém a menor semelhança física com o sistema representado.

8. ANÁLISE PRELIMNAR DE RISCO I – APR

Consiste no estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na fase operacional do mesmo.

O QUE É RISCO? é uma ou mais condição de um variável, com o potencial para causar dano (pessoas ou equipamentos). havendo um risco, persistem as possibilidades de efeitos adversos.

O QUE É PERIGO? expressa uma exposição relativa a um risco, que favorece a sua materialização em danos.

Um risco pode estar presente, mas pode haver níveis de perigo. Ex. Um banco de transformadores de alta voltagem possui o risco inerente de eletrocussão quando energizado. Porém tem um alto risco se o banco estiver desprotegido no meio de uma área com pessoas.

O QUE É DANO? é a severidade da lesão, ou a perda funcional ou econômica que podem resultar se o controle sobre um risco é perdido.

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Ex. Um operário pode cair de uma viga a 3 m de altura resultando um dano físico. Se a viga estiver a 90m pode resultar em morte. O risco (possibilidade) e o perigo (exposição) de queda são os mesmo, a diferença está na severidade do dano.

8.1 CATOGORIA OU SÉRIE DE RISCOS: I – DESPREZÍVEL – não irá produzir danos funcionais ou lesão. Ex: escorregão. I – MARGINAL ou limítrofe – não envolve danos maiores. Ex: queda em local liso. I – CRÍTICA – causa danos, necessitando ações corretivas imediatas. Ex: quedas com fraturas.

I – CATASTRÓFICA – vai degradas o sistema, resultando em sua perda total e morte de trabalhadores.

A análise de Riscos, em um sentido amplo, tem por objetivo responder as seguintes perguntas relativas à uma instalação:

• O que pode acontecer de errado? • Com que freqüência pode acontecer?

• Quais são os efeitos e as conseqüências?

• Precisamos reduzir os riscos, e de que modo isto pode ser feito?

8.2 Estrutura de uma A.P.R. ( Depende da sistema produtivo da empresa) 1 - Introdução 2 - Objetivo 3 - Dados gerais sobre a região onde se localiza a atividade 4 - Caracterização do empreendimento 4.1 - Descrição das operações 4.2 - Descrição dos Sistemas de Segurança 4.3 - Público Alvo, número de trabalhadores 5 - Análise Crítica do Sistema 6 - Caracterização das Substâncias Relacionadas 7 - Análise Preliminar de Perigos

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1 8 - Medidas preventivas sugeridas.

9 ETAPAS TÉCNICAS DO PROGRAMA DE SEGURANÇA

O prevencionaismo, segundo um entendimento amplo, evolui de maneira a englobar um número maior de fatores e atividades, desde as precoces ações de simples “reparação” de danos, até uma conceituação bastante ampla, onde se buscou a prevenção de todas as situações geradoras de efeitos indesejados ao trabalho.

9.1 INCIDENTE CRÍTICO: é qualquer evento ou fato negativo com a potencialidade de provocar dano. Também chamado de “quase-acidente”. Ex. quase acidente no transito.

Obs: Os futuros acidentes com lesão e/ou danos materiais podem prognosticar a partir de diagnósticos dos quase-acidentes.

9.2 CRITÉRIOS DE CRITICIDADE: podem ser usados para determinar:

1- Quais os riscos que deveriam ser estudados com maior intensidade, para a eliminação dos riscos que pudessem produzir danos significativos, segundo a escala hierárquica assumida?

2 – Quais as operações ou processos que requerem atenção especial, exigem um rígido controle, e necessitam de cuidados constantes de proteção?

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