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IV – Catastrófica – a falha irá produzir severa degradação do sistema, resultando em sua perda total ou morte.Absolutamente não aceitável.

4.2 Gerenciamento de Riscos

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O Programa de Gerenciamento de Riscos- PGR deve ser implementado e considerado nas atividades industriais que apresentem um potencial de acidente elevado. Seu objetivo é prover uma sistemática voltada para o estabelecimento de requisitos contendo orientações gerais de gestão, visando à prevenção e redução de acidentes.

Sua elaboração será realizada a partir das medidas e recomendações do Estudo de Análise de Riscos e visa estabelecer medidas e ações para reduzir a freqüência e/ou as conseqüências de um acidente.

4.3 – Critério de Planejamento - cada empresa possui o seu próprio critério de planejamento, porém, em sua essência, são semelhantes e se resumem em definir os aspectos do trabalho conforme ilustrado

O que fazer Definir claramente o produto esperado do trabalho e suas características de qualidade

Para que fazer Definir o objetivo a ser alcançado com o produto realizado

Com que fazer Definir claramente os recursos materiais necessários e quantidades

Com quem fazer Definir as pessoas que devem executar as atividades

Como fazer Definir o processo e os procedimentos a serem utilizados

Quando fazer Definir o período de execução

Onde fazer Definir o local da execução, incluindo as atividades auxiliares

4.4 Hierarquia das medidas preventivas/corretivas - de uma forma genérica, pode-se dizer que existem várias alternativas de ações preventivas que podem ser tomadas, umas mais, outras menos eficazes. Independente da medida adotada, o importante é que, como resultado, tenhamos um Nível de Risco considerado aceitável. Logicamente, devemos optar, prioritariamente, pelas medidas mais eficazes porque a confiabilidade do resultado é sempre maior. Nesse sentido, as ações preventivas podem ser classificadas em quatro níveis no que se refere à natureza dessas medidas e, de certa forma, à eficácia.

• Eliminação

As medidas dessa categoria são as mais eficazes porque, absolutamente, elas eliminam totalmente o risco. É o caso, por exemplo, da substituição de um produto tóxico por outro não tóxico. Sempre que possível essas medidas devem ser tomadas prioritariamente.

• Minimização

As medidas não eliminam, mas minimizam o risco a um nível aceitável através da diminuição da probabilidade de ocorrência ou da amplitude da conseqüência. O EPI – Equipamento de Proteção Individual é um exemplo de minimização da amplitude da conseqüência do risco. Sabe-se que o uso de óculos de segurança não impede o acidente, ou seja, não impede o lançamento do objeto esvoaçante, porém, pode evitar que esse objeto venha o ferir o olho. Por outro lado, a implantação de um Sistema Operacional Redundante/Prova Falhas é uma medida que minimiza o risco através da diminuição da probabilidade da ocorrência.

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• Enclausuramento

O risco é enclausurado, ou seja, circunscrito a um ponto ou região que não causa danos. É o caso de proteção das partes móveis das máquinas.

• Isolamento

O risco é isolado, ou seja, é colocado em um lugar de acesso restrito. É o caso, por exemplo, da instalação do parque de tanques afastado da área produtiva, com acesso limitado a apenas algumas pessoas autorizadas.

4.5 Estrutura de uma A.P.R. 1 - Introdução 2 - Objetivo 3 - Dados gerais sobre a região onde se localiza a atividade 4 - Caracterização do empreendimento 4.1 - Descrição das operações 4.2 - Descrição dos Sistemas de Segurança 4.3 - Público Alvo 5 - Análise Crítica do Sistema 6 - Caracterização das Substâncias Relacionadas 7 - Análise Preliminar de Perigos 7.1 - Considerações para estudo de A.P.R. 7.2 - Consolidação das planilhas de A.P.P. 8 - Medidas preventivas e mitigadoras sugeridas 9 - Bibliografia

5 RISCOS OCUPACIONAIS 5.1 Classificação dos Riscos Profissionais.

Os riscos profissionais são os que decorrem das condições precárias inerentes ao ambiente ou ao próprio processo operacional das diversas atividades profissionais. Eles são classificados em:Riscos físicos ,Riscos químicos ,Riscos biológicos Risco Ergonômico e de acidentes a) Riscos Físicos. Os agentes físicos causadores em potencial de doenças ocupacionais são:

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- Ruído ,Vibrações ,Temperaturas extremas (calor e frio) , Pressões anormais ,Radiações ionizantes (raios x, raios alfa, raios beta, raios gama) ,Radiações não-ionizantes (infravermelha,...) ,Umidade ,Nível de iluminamento ,Ruído,Vibrações, Temperaturas Extremas.

b) Riscos Químicos.

São os agentes ambientais causadores em potencial de doenças profissionais devido à sua ação química sobre o organismo dos trabalhadores. Podem ser encontrados tanto na forma sólida, como líquida ou gasosa.

Além do grande número de materiais e substâncias tradicionalmente utilizadas ou manufaturadas no meio industrial, uma variedade enorme de novos agentes químicos em potencial vai sendo encontrados, devido à quantidade sempre crescente de novos processos e compostos desenvolvidos.

Os agentes químicos, quando se encontram em suspensão ou dispersão no ar atmosférico, são chamados de contaminantes atmosféricos. Estes podem ser classificados em:

Aerodispersóides , Gases e Vapores.

c) Riscos Biológicos.

São microorganismos causadores de doenças com os quais pode o trabalhador entrar em contato, no exercício de diversas atividades profissionais.

Vírus, bactérias, parasitas, fungos e bacilos são exemplos de microorganismos aos quais freqüentemente ficam expostos a médicos, enfermeiros, funcionários de hospitais, sanatórios e laboratórios de análises biológicas, lixeiros, açougueiros, lavradores, tratadores de animais, trabalhadores de cortume e de estações de tratamento de esgoto, etc.

d) Riscos Ergonômicos.

São aqueles relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes à execução das atividades profissionais. Estes fatores podem produzir alterações no organismo e estado emocional dos trabalhadores, comprometendo a sua saúde, segurança e produtividade.

Exemplos: movimentos repetitivos, levantamento e transporte manual de pesos, movimentos viciosos, trabalho de pé, esforço físico intenso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, desconforto acústico, desconforto térmico, mobiliário inadequado, etc.

e) Riscos de Acidentes

É qualquer circunstância ou comportamento que provoque alteração da rotina normal de trabalho.

Para buscarmos causas dos acidentes é necessário levar em conta uma série de pontos:

AGENTE DA LESÃO – é o objeto causador direto da lesão, podendo ser um equipamento, máquina, defeitos da edificações, veículos etc.

CONDIÇÃO INSEGURA – é a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador.

São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados.

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