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Sérgio Luiz Tonsig 2000

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Análise e Projeto de Sistemas

NOROESTE Curso de Tecnólogo em Processamento de Dados

Disciplina: Análise e Projeto de Sistemas Prof.: Sérgio Luiz Tonsig*

Ementa:

Propiciar condições para formação técnica básica em Análise de Sistemas, mediante a compreensão, domínio e aplicação das técnicas inerentes à metodologia da análise essencial. Compreender causas e efeitos na abordagem sistêmica. Questionar/Interpretar problemas cotidianos de uma organização, parametrizando-os para possíveis soluções informatizadas. Transcrever a solução a ser informatizada, em especificações técnicas, compondo um projeto de sistema. Compreender as transformações, que a ação de um Analista de Sistemas pode trazer para uma organização.

* Docente da Faculdade de Tecnologia da Alta Noroeste. Especialista em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de São Carlos. Mestrando em Gerência de Sistemas de Informação pela PUC Campinas.

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Porém,, não é precisopresa..
motivaSem presa.. No devido tempo..”” 1

““O tempo nos foi dado de graça.. Cabe ocupá--lo o mmááxxiimmo ppossssíívveell.. O que importa é o obbjjeettiivvo.. Ele nos orienta e nos motiva.. Para tudo existe tempo.. E ese tempo ficará ocupado o máximo,, quanto mais simplesmente executarmos o que nnoss cabe e nnoss 1 Autor não identificado

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1. ABORDAGEM SISTÊMICA (TEORIA DOS SISTEMAS)6
O QUE É AFINAL UM SISTEMA ?6
1.1. INTERDEPENDÊNCIA9
1.2. EVENTOS DE UM SISTEMA1
1.2.1. Importação1
1.2.2. Exportação12
1.2.3. FeedBack13
1.3. HOMEOSTASIA13
1.4. MORFOGÊNESE14
1.5. ENTROPIA14
1.6. REDUNDÂNCIA15
2. A NATUREZA DOS SISTEMAS16
3. A ANÁLISE DE SISTEMAS19
3.1. O PAPEL DO ANALISTA DE SISTEMAS20
4. ANÁLISE ESSENCIAL24
4.1. O CAMINHO DA ANÁLISE ESSENCIAL25
5. FERRAMENTAS27
5.1. ENTREVISTAS27
5.2. DIAGRAMA DE FLUXO DE DADOS (DFD)29
5.3. DICIONÁRIO DE DADOS32
6.O PROCESSO DE ANÁLISE – MODELO ESSENCIAL34
O QUE O SISTEMA DEVERÁ FAZER ? QUAIS SÃO SEUS OBJETIVOS ?34
Sistema: Controle de locação e consulta do acervo de uma biblioteca de universidade35
6.1. MODELO AMBIENTAL37
6.1.1. Declaração dos Objetivos do Sistema37
6.1.2. D.F.D. de Contexto38
6.1.3. Lista de Eventos39
6.2. MODELO COMPORTAMENTAL41
6.2.1. D.F.D. Particionado por Eventos42
6.2.2. Modelagem de Dados46
6.2.3. Como Construir o Diagrama de Entidades Relacionamentos53
6.2.4. Teoria da Normalização64

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1Abordagem Sistêmica ((teoria dos sistemas))

Análise e Projeto de Sistemas O que é afinal um Sistema ?

Olhando esta foto, de quantos sistemas você é capaz de se recordar ?

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Quantas vezes já nos referimos, ou ouvimos a palavra sistema: - O sistema telefônico ficou mudo !

Em qualquer um dos casos podemos observar que a palavra sistema está sempre acompanhada de outra que a qualifica. Desta forma encontra-se o objetivo declarado de um sistema, ou seja, a razão de sua existência. Por exemplo: Sistema de Trânsito, Sistema Circulatório, Sistema Educacional, Sistema Político, Sistema Médico, Sistema Nervoso, Sistema Digestivo, etc...)

Todo e qualquer sistema está inserido em um meio ambiente que o contém, ou seja, tudo que é externo a um sistema é chamada de seu meio ambiente.

placas, semáforos, etcIgualmente, pode verificar-se isto em um sistema de controle do

Em qualquer sistema pode-se encontrar elementos característicos vinculados ao seu fim. No caso do sistema de trânsito, temos os veículos, motoristas, pedestre, ruas, guardas, acervo de uma biblioteca. Lá tem-se: os títulos das obras, os exemplares, os usuários, a localização de cada exemplar, etc...

Observe que estes elementos interagem entre sí (alguns de são elementos passivos, outros não). Eles se completam e permitem ao sistema atingir seu objetivo.

Podem ser encontradas várias definições para sistema, as quais, muitas vezes são extremamente amplas, bastante abrangentes, em outros casos, carecem de uma generalização, como nos exemplos a seguir:

“Conjunto de partes coordenadas, que concorrem para a realização de um conjunto de objetivos” (DIAS & GAZZANEO, 1989:4).

“Um sistema é um conjunto de objetos unidos por alguma forma de interação ou interdependência” (CHIAVENATO, 1983:515).

“Sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interdependentes que interagem com objetivos comuns formando um todo” (BALLESTERO ALVAREZ, 1990:17).

“Conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação. Disposição das partes ou elementos de um todo, coordenados entre sí, e que formam uma estrutura organizada” (FERREIRA, 1988:471).

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Assim, nosso trabalho, iniciará considerando sistema um conjunto de entidades relacionadas, que interagem entre sí, buscando atingir um objetivo declarado e outros correlatos.

O que são estas entidades ?

São aqueles elementos próprios (característicos, inerentes) do sistema em questão. Estes elementos podem ser internos ao sistema, ou estar em trânsito pelo mesmo. Qualquer que seja o caso, eles sempre entram com certas características e quando saem, possuem novas características.

Exemplos: No sistema educacional, encontramos como entidades os estudantes, os professores, os livros, a administração (funcionários) e equipamentos.

As entidades de um sistema estão relacionadas e interagindo entre sí com vistas ao objetivo declarado do sistema. (Exemplo: Professores, livros, alunos, direção, enfim, todas as entidades do sistema educacional, buscam atingir juntas o objetivo educacional).

Observe que, dentro de um sistema educacional, certamente se encontrará um sistema de avaliação. Temos então um sistema dentro de outro. Quando isto ocorre, tem-se um subsistema. Portanto, o sistema de avaliação, pelo fato de estar inserido no sistema educacional, é um subsistema deste.

Subsistemas também são consideradas entidades do sistema onde encontram-se.

Tudo que for externo a um sistema, é considerado o seu meio ambiente. Todos os sistemas conhecidos até o momento, possuem alguma interação com o seu meio ambiente (trocam algo com o seu meio – recebem – enviam), sendo portanto, conhecidos como sistemas abertos. Os sistemas fechados, no rigor de sua definição, não foram até o momento observados, portanto, existem apenas em teoria (por enquanto). Um sistema fechado é aquele que existe sem qualquer tipo de interação com seu meio ambiente, é totalmente auto-suficiente; jamais, em momento algum, precisa de algo que esteja fora dele.

As funções de um sistema dependem de sua estrutura, elas podem ser: Deterministas – Normalmente sistemas autômatos, exemplo: relógio. No seu estado perfeito de funcionamento você sabe exatamente o que acontecerá.

Probabilisticas – Normalmente sistemas sociais (onde haja pessoas), ou alguns sistemas biológicos. No seu estado perfeito de funcionamento você tem uma probabilidade do que acontecerá (exemplo: sistema educacional – você não sabe exatamente quantos alunos serão aprovados)

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1.1. Interdependência

Como foi visto, as entidades buscam atingir o objetivo declarado do sistema. Contudo, observa-se que em alguns casos, os sistemas falham, não conseguem atingir seu objetivo ou ainda atingem apenas parcialmente.

Por que tal fato ocorre ?

Veja que há dois tipos básicos de entidades em um sistema. Aquelas que são inerentes (próprias) ao sistema – no caso do sistema educacional: livros, carteiras, lousa, giz; e aquelas que estão em trânsito pelo sistema.

As entidades em trânsito pelo sistema são a energia necessária para a sobrevivência deste sistema.

Estas entidades em trânsito podem ter importâncias diferenciadas entre sí, com relação a terem mais ou menos peso na sobrevivência do sistema. Por exemplo: Para o meu sistema biológico, uma banana é uma entidade em trânsito, tal qual o oxigênio. Porém, o fato de meu sistema ser privado de banana não o levará a falência ou morte, o que não ocorre com a privação ou ausência do oxigênio. Portanto, para a sobrevivência de meu sistema biológico a entidade oxigênio tem maior relevância do que a entidade banana. Assim, cada sistema, com relação as suas entidades em trânsito, possui esta característica.

Professores Estudantes

Sist.Avaliação

Livros Administração

Equipamentos SISTEMA EDUCACIONAL

Estudantes com novas características

Estudantes com certas características (professores, livros, etc...)

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Qualquer que seja a entidade (interna ou em trânsito), trabalha no sentido de conduzir o sistema ao objetivo declarado. Para isto ocorrer, cada entidade desempenha um papel dentro do sistema, caracteriza-se aí um divisão do trabalho. Em meu sistema digestivo, a boca tem sua função, o estômago outra e o intestino outra ainda; porém juntos conduzem o sistema ao seu objetivo, a digestão. No sistema de trânsito, existe o semáforo com sua função, o guarda idem, as ruas, avenidas, veículos e todos interagem para atingir o objetivo do sistema.

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