Compactação do Solo 2013 Proctor Modificado

Compactação do Solo 2013 Proctor Modificado

RELATÓRIO

Compactação do Solo – Proctor Modificado

Mauro José Ruthes

Curso: Técnico em Edificações

Turma: 30221

IFRR

INTRODUÇÃO

Este relatório tem por objetivo apresentar o resultado do ensaio de Compactação do Solo realizado no dia 17/06/10, que determinou a curva de compactação do solo, executado pelo Prof./Engenheiro: Marcos Severino de lima, no Laboratório de Mecânica dos Solos do Instituto Federal de Roraima.

COMPACTAÇÃO DOS SOLOS

  1. Definição

Compactação é a densificação (redução de vazios) do solo por meios de equipamentos mecânicos, geralmente rolos, soquetes, “sapos”, etc.

Os solos, para que possam ser utilizados nos aterros das obras de terraplenagem, devem

preencher certos requisitos, ou seja, certas propriedades que melhoram o seu comportamento, sob o aspecto técnico, transformando-os em verdadeiro material de construção. Esse objetivo é atingido de maneira rápida e econômica através das operações de compactação. Essas propriedades visam principalmente:

− Aumento da resistência da ruptura dos solos, sob ação de cargas externas;

− Redução de possíveis variações volumétricas, quer pela ação de cargas, quer pela ação da água que, eventualmente, per cola pela sua massa;

− Impermeabilização dos solos, pela redução do coeficiente de permeabilidade, resultante do menor índice de vazios.

Curva de compactação

Ao realizar-se a compactação de um solo, em laboratório, sob diferentes condições de umidade e para uma determinada energia de compactação, obtém-se uma curva de variação dos pesos específicos aparentes secos (γd) em função do teor de umidade (w). Esta curva é chamada de curva de compactação.

Esta curva nos mostra que há um determinado ponto para o qual ys é máximo. O teor de umidade correspondente a este ponto de peso específico aparente máximo é determinada umidade ótima – hot. Para cada solo sob uma dada energia de compactação

Inicialmente, o peso específico aparente seco cresce com o aumento do teor de umidade até atingir um máximo e depois começa a decrescer para valores, ainda, crescentes do teor de umidade. A ordenada do ponto correspondente ao pico da curva, é o máximo peso específico aparente seco que este solo poderá atingir, para a energia de compactação usada e precisando para isto de um teor de umidade igual a abscissa deste ponto. Estes valores só poderão ser alterados, variando-se a energia aplicada. As coordenadas do ponto máximo receberam a denominação de teor de umidade

ótima (wótima) e peso específico aparente seco máximo (γdmáx).

  1. Apresentação:

Ensaio de compactação

O ensaio de compactação desenvolvido por Proctor foi normalizado, pela A.A.S.H.O.

(American Association of State Highway Officials) e é conhecido como ensaio de Proctor Normal ou como A.A.S.H.O Standard. No Brasil foi normalizado pela ABNT/NBR 7182/86.

O ensaio normal de compactação utiliza um cilindro metálico de volume igual a 2063 cm3, onde compacta-se uma amostra de solo em cinco camadas, cada uma delas por meio de 26 golpes de um soquete com peso de 2,5 kg, caindo de uma altura de 30,5 cm. As espessuras finais das camadas compactadas devem ser aproximadamente iguais, e a energia de compactação deverá ser uniformemente distribuída, de tal forma, a resultar um plano superior quase horizontal. A Figura abaixo mostra o equipamento de compactação.

Com os valores, do peso específico do solo e teor de umidade, pode-se calcular o peso

específico aparente seco mediante a fórmula de correlação:

  1. Procedimentos:

Usamos a amostra de 6000g de solo seco ao ar, destorroada no almofariz pela mão de gral, homogeneizada e reduzida com o auxilio do repartidor de amostras. Usando a peneira nº 04, e 2% de água (120ml) com 26 golpes.

Após a pesagem as cápsulas foram colocada numa estufa por 24 hs numa temperatura de 105° a 110°.

Dados do ensaio

Peso da amostra

6000g

CILINDRO Massa

5585

Diâmetro

15,16 cm

Altura

11,43 cm

Volume

2,063

PONTOS

01

02

03

04

05

06

Massa do Solo Úmido (cilindro)g

9830

10090

10070

9965

9870

9765

Massa Especif. (g/cm³

2057,68

2183,71

2174,02

2123,12

2077,07

2026,18

Massa Especif. Seca

1875,22

1957,62

1929,22

1847,21

1791,65

1708,61

PONTOS

01

02

03

04

05

06

CÁPS. Nº

02

04

07

08

09

12

23

25

32

34

36

48

Tara da cáps.(g)

15,86

16,03

15,84

19,20

15,06

15,42

18,96

13,61

15,58

16,40

19,34

13,60

Cáps.+ Solo Úmido (g)

39,94

28,52

36,23

55,56

51,72

53,63

54,12

71,12

66,23

69,49

67,09

53,30

Cáps.+ Solo Seco (g)

37,81

27,41

34,15

51,74

47,58

49,34

49,53

63,68

58,87

61,88

59,70

47,00

Massa de Água (g)

2,13

1,11

2,08

3,82

4,14

4,29

4,59

7,44

7,36

7,61

7,39

6,30

Massa Solo Seco (g)

21,95

11,38

18,31

32,54

32,52

33,92

30,57

50,07

43,29

45,48

40,36

33,40

Umidade (%)

9,73

11,55

12,69

14,94

15,93

18,59

Massa Espec. Aparente Seca Kg/m³

1959

1980

1940

1900

1860

1700

1740

1780

1820

6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23

11,70

Teor de Umidade (%)

Resultados

Massa Especif. Aparente Seca

1959

Kg/m³

Teor de Umidade

11,70

%

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