Profição de Economista no Brasil

Profição de Economista no Brasil

(Parte 1 de 3)

UNIVERSIDADE E COMUNIDADE, PARCEIROS NA PROMOÇÃO DE BEM-ESTAR E CIDADANIA.

Projeto para intervenção junto a comunidade apresentado para apreciação da Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon (CAPPR), referentes ao Projeto Rondon 2010. “Operação Centro- Nordeste”.

2010

SUMÁRIO

Resumo.....................................................................................................................................

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Abstract....................................................................................................................................

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Contextualização......................................................................................................................

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Objetivos da Proposta..............................................................................................................

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Percurso Metodológico............................................................................................................

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Propostas de Trabalho no Conjunto “B”..................................................................................

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COMUNICAÇÃO

Divulgar às lideranças e servidores municipais os benefícios, serviços e programas oferecidos na esfera federal......................................................................................................

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MEIO AMBIENTE

Capacitar multiplicadores, desenvolvendo atividades relacionadas ao meio ambiente, informando problemas e possíveis soluções para problemas ambientais, promovendo assim o intercâmbio de conhecimento...............................................................................................

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TECNOLOGIA E PRODUÇÃO

Capacitar produtores locais; Capacitar servidores públicos na área de informática; e Disseminar soluções auto-sustentáveis – tecnologias sociais – que melhorem a qualidade de vida das comunidades. ..................................................................................

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TRABALHO

Incentivar o cooperativismo, associativismo, e empreendedorismo para a geração de renda e o desenvolvimento econômico sustentável...................................................

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Promover ações que desenvolvam o potencial turístico local, incluindo a capacitação de Mão-de-obra ligada ao comércio de bens e serviços............................

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Capacitar servidores municipais em gestão pública e de projeto...................................

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Cronograma Consolidado das Atividades................................................................................

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Contribuições Gerais Esperadas...............................................................................................

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Referências...............................................................................................................................

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RESUMO

O processo de formação profissional requer cada vez mais mudanças na forma de concepção de como a educação deve ser conduzida. Neste sentido, no âmbito do tripé que rege as instituições de ensino superior, a extensão universitária tem papel de considerável importância ao gerar contato direto com problemas vivenciados pela sociedade e busca por minorá-los. Assim, para contribuir para o desenvolvimento das condições socioeconômicas, construção de senso crítico social e capacidade política de uma determinada região é necessário que se tenha uma reestruturação em sua atual estrutura econômica e social. Neste sentido, essa proposta, através da realização de palestras, técnicas de teatralização, oficinas sistemáticas, mini-cursos e aulas práticas buscar-se-á, através de um processo interativo e dinâmico, contribuir para a reestruturação social, levando conhecimentos para populações locais que contribuam ara melhorias nas condições de vida, focalizando de maneira estratégica naqueles atores locais com maior poder de propagação de conhecimentos e informações, sobretudo através do desenvolvimento de atividades que fomentam o desenvolvimento local sustentável.

Palavras-chave: Extensão, Desenvolvimento, reestruturação social, Conhecimento, Desenvolvimento Sustentável.

ABSTRACT

The process of professional formation requests changes more and more in the conception form of as the education it should be driven. In this sense, in the extent of the tripod that governs the higher education institutions, the academical extension has paper of considerable importance when generating direct contact with problems lived by the society and search by lessening them. Like this, to contribute for the development of the socioeconomic conditions, construction of social critical sense and political capacity of a certain area is necessary that a restructuring is had in his/her current economical and social structure. In this sense, that proposal, through the accomplishment of lectures, dramatization techniques, systematic workshops, courses and practical classes will be looked for, through an interactive and dynamic process, to contribute for the social restructuring, taking knowledge for local populations that contribute altar improvements in the life conditions, focusing in a strategic way in those local actors with larger power of propagation of knowledge and information, above all through the development of activities that you/they foment the maintainable local development.

Key-words: Extension, Development, social restructuring, Knowledge, Maintainable Development.

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Universidade no âmbito da sociedade tem um papel muito importante ao tornar aptos ao exercício indivíduos nas mais diversas profissões. Neste sentido, torna-se cada vez mais necessária a formação de profissionais com conhecimento interdisciplinar.

Para tanto tornam-se necessárias mudanças que vem ocorrendo no ensino superior, através de projetos que estimulem aspectos culturais, incentivo a pesquisa, novas práticas de ensino e um retorno a sociedade através de projetos de pesquisa e extensão, sobretudo em realidades adversas como as verificadas no Brasil. Neste sentido, considerou-se pertinente desenvolver uma proposta que busca gerar contribuições sociais em relação a temas tão relevantes como os propostos no Conjunto B (trabalho, tecnologia e produção, Comunicação e Meio Ambiente). Nestes termos cabem algumas considerações.

Tratando primeiramente do mercado de trabalho e relação a realidade brasileira, este está segmentado em mercado de trabalho formal, mercado de trabalho informal e empregadores. E o primeiro enfoque que mostra alguma preocupação com o mercado de trabalho nos países subdesenvolvidos é o da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, das Nações Unidas) que se estrutura, na década de 50, como o núcleo fundamental de pensamento de cunho keynesiano adaptado aos problemas do subdesenvolvimento como afirma Theodoro (2002). Cabe ainda ressaltar que os cepalinos apontam que a problemática mais relevante desses países em desenvolvimento diz respeito a dificuldade de acesso deles ao progresso técnico devido as relações severas entre os centros e as periferias capitalistas, onde tais ligações juntamente com o progresso técnico e as suas conseqüências no mercado de trabalho são melhores observadas por Celso Furtado quando ele cita que:

A propagação do progresso técnico provoca modificações estruturais nos países periféricos, como a redução do emprego nas atividades primárias. Quanto maior a proporção da população ativa nessas atividades (e essa proporção é muito grande nas economias periféricas), maior será a liberação de mão-de-obra provocada pela penetração do progresso técnica. Se a demanda externa de produtos primários não cresce ou o faz muito lentamente, a única forma de absorver a mão-de-obra é empregá-la nas atividades industriais e correlatas (FURTADO, 1958, pg.78).

A visão cepalina sofreu influência do modelo de Lewis1, pois ele era o principal marco explicativo, na época, que tangia o funcionamento do mercado de trabalho nos países em desenvolvimento e põe em destaque a sua dualidade mostrando que há nesses países dois setores econômicos claramente distintos, o rural e o urbano, que são denominados por Theodoro (2002) como tradicional e o moderno respectivamente. Um dos principais enfoques desse modelo é que a produtividade do trabalho é maior no setor urbano do que no campo permitindo assim que haja poupança e investimento, aumentando de forma sustentada a demanda de trabalhadores que pode ser satisfeita sem que apareçam tensões salariais já que existe uma oferta de trabalho infinitamente elástica procedente das zonas rurais como observa Nogueira (2000).

Assim, a hipótese básica do modelo de Arthur Lewis é que o setor rural está superlotado e conseqüentemente a produtividade do trabalho neste setor é muito baixa, portanto, a produtividade marginal do trabalho rural é praticamente nula, o que significa que a emigração de trabalhadores do campo para a cidade não provoca a diminuição da quantidade de produtos agrícolas. E o que vai ocorrer no setor urbano é um círculo vicioso composto pela poupança-investimento-emprego que não é interrompido por tensões salariais nem por falta de trabalhadores, porque o crescimento do setor industrial - urbano estava sendo garantido até que o setor rural, que possuía uma baixa produtividade, ficasse despovoado o que implicaria o final da situação de desenvolvimento como aponta Nogueira (2000).

Ocorre então, consoante Theodoro (2002), um equilíbrio do mercado de trabalho através de uma espécie de compensação entre os setores já que o diferencial de produtividade entre o setor rural/arcaico e o urbano/moderno tenderia a desaparecer quando uma boa parte do grande contingente liberado pelo setor rural (com baixa produtividade) fosse absorvido pelo setor urbano (com alta produtividade) e isso, de acordo com o modelo, era uma questão de tempo. Portanto, a entrada maciça dessas pessoas ao setor moderno, geralmente em atividades precárias – subemprego -, constituía-se no resultado do processo de transição entre os setores, mas que logo seriam resolvidos pelo Estado quando ele intervisse através de uma política global de desenvolvimento para enfrentar este tipo de acontecimento, de acordo com a visão da Cepal que ao estar atrelada a corrente Keynesiana2 creiam num Estado intervencionista e desenvolvimentista capaz de superar os percalços do mercado de trabalho através da sua atuação.

Contudo, como a visão da Cepal em relação ao mercado de trabalho não correspondia a realidade vigente, surge então na década de 60 um novo enfoque de cunho estruturalista denominado de Teoria da Dependência que traz à tona a idéia de marginalidade urbana e que vai tratar com mais minuciosidade as questões relativas ao mercado de trabalho urbano principalmente no que se refere ao problema do subemprego, não mais visto como um fenômeno passageiro e eventual, mas sim como um elemento que faz parte de uma economia subdesenvolvida e que sua proliferação era resultado de um processo de modernização via industrialização que se evidenciava de modo a excluir uma grande parcela da força de trabalho, ou seja, era um crescimento econômico que se dava de forma elitizada acarretando desigualdades sociais e que não era capaz de reverter o subemprego principalmente no meio urbano. De acordo com Theodoro (2002) tal fenômeno só seria capaz de ser revertido se houvessem perspectivas de mudanças estruturais na sociedade.

Em segundo lugar, cabe acrescentar que as preocupações não devem ficar restritas apenas ao mercado de trabalho. Deve-se considerar também o meio ambiente e a problemática da sua sustentabilidade, principalmente neste século porque no que se refere ao quadro socioambiental, que faz parte das sociedades atuais, verifica-se uma ampliação das conseqüências negativas provocadas pelas ações dos indivíduos sobre o meio ambiente, causadas tanto pela exploração demasiada dos recursos quanto pelas formas inadequadas de manejo dos recursos naturais.

Desse modo, o conceito de desenvolvimento sustentável aparece também no que concerne a crise ecológica, cabendo destacar duas correntes contribuíram para esse processo. De acordo com Jacobi (2009) a primeira refere-se às correntes que desde a economia causaram mudanças nas abordagens do desenvolvimento econômico principalmente a partir da década de 70. Um dos trabalhos dessa linha de pensamento foi o Clube de Roma, lançado em 1972 sob o título Limites do Crescimento, “que propõe, de forma catastrófica, para se alcançar a estabilidade econômica e ecológica, o congelamento do crescimento da população global e do capital industrial, mostrando a realidade dos recursos limitados e indicando um forte viés para o controle demográfico”.(JACOB, 2009).

A segunda trata-se de uma crítica ambientalista quanto à forma de vida contemporânea desenvolvida nas pessoas, cuja visão se dissemina a partir da Conferência de Estolcomo em 1972, onde a questão do meio ambiente passa a ter visibilidade pública. “Assim, o que se observa é que a idéia ou enfoque do desenvolvimento sustentável adquire relevância num curto espaço de tempo, assumindo um caráter diretivo nos debates sobre os rumos do desenvolvimento”. (Idem).

Mas, é em 1973 que o conceito de ecodesenvolvimento surge através de Maurice Strong, onde ele mostra que para ocorrer uma política de desenvolvimento sustentável é necessário ter como princípios básicos:

  • Sustentabilidade Social;

  • Sustentabilidade Econômica;

  • Sustentabilidade Ecológica;

  • Sustentabilidade Espacial; e

  • Sustentabilidade Cultural.

Essas propostas apontam para uma nova concepção de ecodesenvolvimento, onde são necessárias ações compatíveis entre a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos da sociedade contemporânea e a preservação ambiental. Essa percepção ganhou uma maior relevância a partir de 1987, com a publicação do Relatório Brundtlandt, conhecido também por ser intitulado Nosso Futuro Comum. E veio resultar, posteriormente, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - a Rio 92 – considerada como o marco conceitual onde a questão do desenvolvimento socioeconômico e as mudanças do meio ambiente, passaram a fazer parte do discurso e da agenda da maior parte dos governos do mundo.

Dessa forma, para que a teoria reflita-se na prática é necessário que haja condições que facilitem esse processo, como por exemplo, o desenvolvimento de políticas centradas na educação ambiental que possam gerar novos estilos de vida. Ou seja, atualmente, o principal desafio das cidades, independente do seu porte, é que sejam criadas condições para garantir qualidade de vida mínima de modo que não interfira no meio ambiente negativamente como também é necessário existir uma prevenção para que a degradação ambiental não continue. Esse fato é perceptível, principalmente, nas regiões habitadas pelos setores mais carentes sendo necessário criar condições para que esses grupos mais vulneráveis tenham acesso, como também informações em torno dos serviços públicos e dos problemas ambientais.

Da mesma forma a tecnologia e produção, pois apesar de significativas vantagens que as inovações proporcionam é necessário que ela seja também empregada de forma sustentável e esteja ao alcance de todos, para que dessa maneira, elas contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, no aprimoramento dos sistemas sociais, devem colaborar de forma efetiva e decisiva para o aumento do bem-estar dos indivíduos e ainda, dentre outros fatores, estreitar a participação e o envolvimento dos centros de pesquisas com as universidades onde poderá ocorrer, assim, de forma mais eficiente a materialização da ciência.

E consoante a Souza (2007), os atributos e critérios para que o uso das tecnologias ocorra de forma sustentável são aqueles que garantem:

  • A manutenção em longo prazo dos recursos dos recursos naturais;

  • Minimização dos impactos adversos aos produtores;

  • Otimização da produção com mínimo de insumos externos, reduzindo os riscos de poluição;

  • Satisfação das necessidades sociais das famílias e das suas comunidades; e

  • Satisfação, também, no que concerne as necessidades humanas de alimentos e renda.

Sendo assim, será possível que o uso de novas tecnologias gere, de forma positiva, o desenvolvimento de novos produtos e/ou processos de produção para que assim, possam aumentar a produtividade e conduzir-se a novos mercados. E ainda, oferecerão oportunidades de otimizações regionais, absorvendo a tradição cultural do local onde estão inseridas, proporcionando, com base na experiência, para a compreensão dos problemas locais e favorecendo o surgimento de empreendimentos.

Mas, para isso é necessário criar mecanismos de aproximação com a sociedade, estabelecer instrumentos e fluxos que permitam os cidadãos integrassem, de modo que a partir dos instrumentos nos quais dispomos atualmente, seja possível institucionalizar a comunicação nas organizações e estabelecer processos de educação cientifica, cidadania ativa e promover a cultura científica.

De acordo com Duarte (2004), o passo inicial para que isso acontecesse deveria ser dado no próprio local onde a proposta está sendo inserida para que ela seja institucionalizada e sistematizada por todos, de modo a torná-la um esforço coletivo e não de apenas um grupo isolado. E o objetivo seria criar aquilo que ele chama de “cultura de comunicação” que possibilite prosseguir para aproximar a sociedade das questões relacionadas ao âmbito da ciência, tecnologia, meio ambiente, social, economia, entre outros. Sendo, então, uma forma de estimular o debate, tornando essas questões como parte da vida das pessoas que vivem nessas comunidades, tornando-os críticos, participantes e capazes de refletir sobre aquilo que está sendo proposto e oferecido pelo governo.

Assim, este projeto vem propor intervenções em diversas áreas, dentro das categorias Bem-Estar e Cidadania, para que alunos de Ciências Econômicas, Comunicação Social e Direito possam somar esforços para melhoria da qualidade de vida da comunidade a ser alvo das atividades.

OBJETIVOS DA PROPOSTA

Objetivo Geral:

  • Partindo do principio da responsabilidade social, esta proposta de trabalho objetiva contribuir, através da extensão universitária, com a minoração dos problemas sociais e econômicos, gerando alternativas e perspectivas para populações locais.

Objetivos específicos:

  • Promover uma maior interação entre a Universidade e a Comunidade, através da difusão dos conhecimentos acadêmicos, de maneira interdisciplinar;

  • Levar aos atores locais e servidores públicos uma ampliação dos conhecimentos, gerando ainda uma necessidade constante de aprendizado e propagação dos conhecimentos adquiridos;

  • Proporcionar as comunidades conhecimentos fundamentais para melhorar sua condição de vida e estimular maior participação popular;

  • Proporcionar aos futuros profissionais uma formação acadêmica ampla a partir do contato direto com condições diversas da realidade em que convivem;

PERCURSO METODOLÓGICO

Para atingir os objetivos propostos, elegeu-se o conjunto de ações B que envolve os seguintes eixos temáticos: Meio ambiente, Comunicação, Tecnologia e Produção e Trabalho.

Muito embora as ações de cada eixo apareçam de maneira segmentada, em termos textuais, a proposta discutida e elaborada em grupo propõe que as ações possam, na maioria dos momentos, serem realizadas de maneira conjunta e estimulando os participantes a terem uma visão interdisciplinar, democrática e participativa, de modo a refletirem sobre sua condição na sociedade e na formação de senso crítico.

Para tanto, os principais instrumentos teórico-metodológicos a serem utilizados consistem em técnicas de teatralização, oficinas sistemáticas, mini-cursos, palestras e aulas práticas.

A equipe integradora de rondonistas serão os agentes que mediarão a atividades como facilitadores na difusão dos conhecimentos, sendo a equipe composta também por 2 professores que acompanharão os discentes e participarão efetivamente das atividades desenvolvidas orientando e facilitando os contatos necessários. No desenvolvimento de algumas atividades o grupo poderá ser dividido em Grupo 1 Grupo 2, sendo cada um destes compostos por 1 professor e 3 alunos.

Com base no retorno dos agentes locais acerca do trabalho desenvolvido serão elaborados relatórios sobre os resultados de cada uma das atividades desenvolvidas, bem como os resultados obtidos, as problemáticas observadas e soluções alternativas. Adicionalmente, ao final desta Operação do Projeto Rondon será enviado relatório final ao Ministério da Defesa em prazo preestabelecido.

PROPOSTAS DE TRABALHO DO CONJUNTO “B”

COMUNICAÇÃO

Divulgar às lideranças e servidores municipais os benefícios, serviços e programas oferecidos na esfera federal.

ATIVIDADES PREVISTAS:

1. Identificar lideranças comunitárias e/ou organizações da sociedade civil, como também os serviços e programas oferecidos na esfera federal aos demais atores sociais;

2. Realização de oficina de sensibilização quanto à proposta de trabalho da equipe de rondonistas;

3. Realização de palestras aos gestores municipais e secretários de órgãos públicos, direcionadas a comunidade local acerca das políticas públicas oferecidas à população, viabilizando a participação popular através do espaço de discussão;

4. Recrutamento de voluntários para servir de multiplicadores/incentivadores das políticas oferecidas pelo governo federal, priorizando líderes comunitários e moradores com maior perfil de dissociação coletiva;

5. Promover capacitação dos agentes multiplicadores através da realização de oficinas nas seguintes áreas temáticas:

a) Oficina I – Principais políticas nacionais, serviços e programas e sua interface com a política municipal e apresentação de filmes acerca dos programas;

b) Oficina II – “Formas de acesso a políticas e programas federais no âmbito municipal”.

“Informativo”

c) Oficina III – “Elaboração de informativo municipal”.

  1. Planejamento e Realização de evento de promoção da disseminação das políticas, benefícios e serviços, como também para o lançamento do informativo produzido a partir das oficinas trabalhadas.

OBJETIVOS VISADOS:

  • Disseminar entre a comunidade as diversas políticas, serviços e benefícios oferecidos na esfera federal, quais as suas finalidades e qual o papel de cada uma delas no processo de formação cidadã;

  • Promover uma melhor acessibilidade a tais políticas através de mecanismos comunicacionais de participação popular;

  • Capacitar agentes multiplicadores qualificados para a promoção das políticas federais;

  • Fomentar a implantação de um informativo e metodologias adequadas à sua disseminação, incentivando a prática da comunicação e a difusão entre as diversas entidades sociais;

  • Contribuir para a formação de Redes de interação dos gestores municipais entre os indivíduos da população local, e entre estes e os moradores de regiões circunvizinhas, tornando os cidadãos capazes de cobrar acerca do que o governo federal disponibiliza os projetos e programas;

METODOLOGIA A EMPREGAR:

Para cumprir estes objetivos, haverá a priori a identificação acerca das lideranças locais. Aproveitando esta oportunidade, haverá uma oficina de lançamento da proposta dos rondonistas, a fim do recrutamento de voluntários a serem futuros multiplicadores.

Concluída esta etapa, será realizado um encontro, onde serão convidados representantes populares e gestores municipais, identificando a priori as políticas publicas do âmbito federal voltadas aos benefícios populacionais e partir destes desenvolver os temas propostos para capacitação dos grupos civis existentes na formação de um informativo.

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