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Página: 1JORNALISMO CADERNO 12

01- Você recebeu do fiscal o seguinte material: a) Este caderno com o enunciado das 6 (sessenta e seis) questões objetivas divididas nas seguintes sessões:

b)Uma (1) Folha de Respostas, destinada às respostas das questões objetivas, a ser entregue ao fiscal no final. 02- Verifique se este material está em ordem e se o seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem na confirmação de inscrição. Caso contrário, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal. 03- Após a conferência, assine no espaço próprio da Folha de Respostas, preferivelmente à caneta esferográfica de tinta na cor preta ou azul. 04- Tenha muito cuidado com a Folha de Respostas para não DOBRAR, AMASSAR ou MANCHAR. A folha de respostas somente poderá ser substituída caso esteja danificada em suas margens superior ou inferior - BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA ÓTICA. 05- Na prova objetiva, as questões são identificadas pelo número que se situa acima do enunciado 06- Na Folha de Respostas, as mesmas estão identificadas pelo mesmo número e as alternativas estão identificadas acima da questão de cada bloco de respostas. 07- Para cada uma das questões objetivas são apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); só uma responde adequadamente ao quesito proposto. Você só deve assinalar UMA RESPOSTA. A marcação de nenhuma ou de mais de uma alternativa anula a questão, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS SEJA A CORRETA. 08- Na Folha de Respostas, a marcação das letras correspondentes às respostas certas deve ser feita cobrindo TODO O ESPAÇO compreendido pelo retângulo pertinente à alternativa, usando caneta esferográfica de tinta preta ou azul, de forma contínua e densa. A LEITORA ÓTICA é sensível a marcas escuras, portanto, preencha os campos de marcação completamente, procurando deixar menos "espaços em branco" possível dentro do retângulo, sem invadir os limites do retângulo ao lado. 08.1 - As questões de Língua estrangeira estão dividas entre Língua Inglesa (questões número 21 ao 26) e Língua Espanhola (questões número 27 ao 32). Tenha atenção na marcação das respostas da Língua Estrangeira para a qual optou no ato da inscrição. 09- SERÁ ELIMINADO do Concurso o candidato que: a) Se utilizar, durante a realização das provas, de máquinas, relógios e/ou aparelhos de calcular, bem como rádios gravadores, fones de ouvido, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; b) Se ausentar da sala em que se realizam as provas levando consigo o Caderno de Questões e a Folha de Respostas. 10- Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar sua Folha de Respostas. Os rascunhos e as marcações assinaladas no Caderno de Questões NÃO SERÃO LEVADOS EM CONTA. 1- Quanto terminar, entregue ao fiscal o Caderno de Questões e a Folha de Repostas, e ASSINE A LISTA DE PRESENÇA. 12- É DE RESPONSABILIDADE DO CANDIDATO A CONFERÊNCIA DO NÚMERO DO CADERNO DE PROVA NO CARTÃO RESPOSTA 13- O TEMPO DE DURAÇÃO DAS PROVAS PARA TODOS OS CARGOS É DE 5 (CINCO) HORAS.

Língua Portuguesa

Questões Pontos 2,01 a 14

Raciocínio Lógico - Quantitativo

Questões Pontos 1,015 a 20

Língua Inglesa

Questões Pontos 1,021 a 26

Língua Espanhola

Questões Pontos 1,027 a 32

Conhecimentos Informática

Questões Pontos 1,033 a 38

Conhecimentos de Legislação

Questões Pontos 2,045 a 50

Conhecimentos de Administração

Questões Pontos 2,039 a 4

Conhecimentos Específicos

Questões51 a 66Pontos 2,0

Página: 2JORNALISMO CADERNO 12

TEXTO I Brasília, 1º/07/08 (MJ) - “Após a invasão de camelôs nas ruas brasileiras vendendo produtos falsos, agora esse tipo de mercado migra para a Internet, com potencial ofensivo muito maior. Verdadeiras redes estão se estruturando e há vinculação de várias delas com o crime organizado, como o tráfico de drogas e de armamentos”. A declaração é do presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Barreto, também secretário-executivo do Ministério da Justiça. Segundo o secretário, o trabalho da Polícia Federal na Operação I-Commerce 2, que teve início nesta terça-feira (1º) é de fundamental importância, para acabar com o problema na raiz, antes que comece a se alastrar. Barreto informou que se trata de uma segunda fase da operação, que começou em 2006, em que a PF deu início à repressão da pirataria na Internet em 13 estados e no Distrito federal. “A pessoas, por Download, estão comprando gato por lebre. Nossa ação é positiva, não apenas pelas prisões, mas principalmente pela desarticulação das quadrilhas, numa forte demonstração de que o Governo está atento, para não permitir que a Internet se torne um campo livre de práticas ilícitas”, disse o secretário. “Não há como punir o consumidor, mas devemos educar e alertar para os fins que o dinheiro da pirataria é utilizado, como o narcotráfico”. Luiz Paulo Barreto informou, ainda, que o a pirataria provoca uma redução de dois milhões de postos de trabalho no mercado formal. O Brasil, de acordo com o secretário, perde, por ano, R$ 30 bilhões em arrecadação de impostos. No mundo, a Interpol (Polícia Internacional) já considera a pirataria o crime do século, movimentando U$ 522 bilhões/ano, bem mais do que o tráfico de entorpecentes, de U$ 360 bilhões/ano. (Disponível em: http://www.mj.gov.br, acesso: 16/08/2008)

* Língua Portuguesa *Questão 1Pode-se afirmar que o texto I é:

A) lírico. B) narrativo. C) figurado. D) informativo.

E) antitético.Questão 2De acordo com o texto I, a Operação I-Commerce 2 objetiva:

A) coibir a ação de camelôs nas ruas brasileiras. B) corrigir os rumos de uma operação anterior. C) acabar com a pirataria na Internet. D) identificar e punir os consumidores de pirataria.

E) dar início à repressão da pirataria em 13 estados e no Distrito federal.Questão 3

No título, o vocábulo “pirataria” é formado por meio de derivação sufixal. A palavra do texto I, que também se formou por derivação sufixal, é

A) combate. B) desarticulação. C) devemos. D) narcotráfico.

E) secretário.Questão 4

Em “...o trabalho da Polícia Federal na Operação I-Commerce 2, que teve início nesta terça-feira...”, o vocábulo “que” é um pronome relativo. Outro exemplo no qual o vocábulo “que” possui a mesma classificação gramatical é

A) “Barreto informou que se trata de uma segunda fase da operação..." B) “...numa forte demonstração de que o governo está atento...” C) “...uma segunda fase da operação, que começou em 2006...” D) “...para não permitir que a Internet...”

E) “...informou, ainda, que a pirataria provoca uma redução de dois milhões de postos de trabalho...”Questão 5O vocábulo do texto I, cuja acentuação gráfica se justifica pela mesma regra de “ilícitas”, é

A) após. B) século. C) camelôs. D) também. E) já.

Página: 3JORNALISMO

CADERNO 12Questão 6

“Luiz Paulo Barreto informou, ainda, que o a pirataria provoca uma redução de dois milhões de postos de trabalho no mercado formal.” No trecho destacado, “ainda” pode ser substituído, mantendo o mesmo significado da prova original, por

A) porém. B) apenas. C) aliás. D) também. E) conquanto.

TEXTO I Trabalho de camelô é fuga da marginalidade, conclui pesquisa Raquel Souza Equipe GD A venda ambulante não é trabalho. Essa é a opinião de 38 camelôs de São Paulo. Expulsos ou sequer convidados para o mercado formal, essas pessoas se viram obrigadas a montar uma barraquinha e vender bugigangas nas ruas da cidade. No entanto, creditam à prática apenas um "jeito de ganhar a vida" sem cometer crimes. "Eles não criam uma identidade de trabalhador como outro profissional qualquer. O trabalho de camelô é encarado como ganha pão e o jeito de distinguir-se daqueles que cometem atos ilícitos para ter dinheiro, apesar da perseguição policial", comenta Francisco José Ramires, que pesquisou o tema entre 1999 e 2001. Os resultados estão em seu trabalho de mestrado, apresentado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Intitulado "Severinos na metrópole: a negação do trabalho na cidade de São Paulo", a pesquisa conta com depoimentos de camelôs de diversos cantos da cidade – do D. Pedro I, Praça da Sé, Hospital das Clínicas e da rua Teodoro Sampaio. As histórias de vida variam bastante. Possuem em comum o fato de serem quase na totalidade, nordestinos ou filhos de migrantes. Os mais velhos (compreenda como aqueles que passaram dos 38 anos) possuem baixa escolarização, em média 4ª série do Ensino Fundamental. Já os jovens concluíram o Ensino Médio e, em alguns casos, fizeram até cursos profissionalizantes e o primeiro ano de faculdade (que foi abandonada por falta de recurso financeiro). Todos gostariam de trabalhar tendo um patrão – contrariando o mito de que a venda ambulante é uma maneira de ganhar autonomia e maiores dividendos. "Muitos daqueles que sobrevivem graças ao trabalho informal gostariam de voltar ou integrar-se à formalidade. Isso é quase um sonho para muitos". Ramires explica que a maioria dos ambulantes veio de trabalhos com registro em carteira e, por isso, sabe das "tranqüilidades" que o mercado formal possibilita: previdência social, fundo de garantia, décimo terceiro salário, entre outros. São pouquíssimos os que ganham mais de R$300 por mês. O pesquisador encontrou alguns que guardam o colchão sob a barraca e que, quando anoitece, dormem embaixo dela. Em alguns casos, os camelôs pagam a comerciantes e clínicas médicas para guardar seus produtos em seus estabelecimentos. Assim, parte da renda obtida por essas instituições é proveniente do comércio informal. "Essa idéia de que há uma linha divisória entre o trabalho formal e informal não existe. Ambos fazem parte de um único sistema econômico", finaliza Ramires.

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/sonosso/index.htm, acesso: 16/08/2008, texto adaptado)Questão 7A pesquisa feita por Francisco José Ramires, de acordo com o texto I, conclui que

A) as garantias trabalhistas não mais atraem os camelôs. B) os “severinos” não deveriam migrar para as metrópoles. C) alguns estabelecimentos da economia formal se beneficiam do comércio informal. D) o trabalho dos ambulantes deve ser reprimido.

E) muitos camelôs entrevistados se orgulham de sua atividade.Questão 8A palavra do texto I, que apresenta valor pejorativo é

A) ambulante. B) nordestinos. C) patrão. D) mito.

E) bugiganga.Questão 9De acordo com o texto I, a única palavra que NÃO pertence ao campo semântico de “camelô” é

A) identidade. B) Severinos. C) migrantes. D) nordestinos. E) informal.

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CADERNO 12Questão 10

No entanto, creditam à prática apenas um "jeito de ganhar a vida" sem cometer crimes. No fragmento do texto I destacado, o emprego das aspas é feito para

A) indicar referência ao discurso alheio. B) assinalar o discurso direto do autor. C) revelar a ironia dos camelôs. D) registrar o uso da linguagem informal.

E) marcar a citação de autor consagrado.Questão 11A opção em que o vocábulo destacado em caixa-alta apresenta valor anafórico é

A) “Expulsos OU sequer convidados...” B) “ESSA é a opinião de 38 camelôs de São Paulo.” C) “NO ENTANTO, creditam à prática...” D) “Ramires explica QUE a maioria dos ambulantes...”

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