Duas classes: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas;

Exceções: algas (divisão Bryophita); algumas samambaias (Classe Filices).

Classe Monocotyledoneae

Características: 1 cotilédone

Maioria de hábito herbáceo;

Possuem na parte aérea um talo ou cana, que pode crescer vertical ou horizontalmente.

Talos segmentados por nós, a partir dos quais se origina uma folha ou ramificações

Inflorescência: espiga, panículas, cimosas

Flores trímeras

Folhas alternadas com o comprimento maior que a largura e com nervuras paralelas

Raízes em forma de cabelereira, fasciculada

Classe Dicotyledoneae

Características: 2 cotilédones

Hábitos variados: trepadeiras, herbáceas e árvores;

Folhas cotiledonares;

Folhas definitivas: variadas com nervação ramificada

Flores pentâmeras

Sistema radicular: raiz principal que se ramifica em raízes secundárias

Senna obtusifolia (fedegoso)

Solanum viarum (joá bravo)

Ricinus communis (mamona)

Mormodica charantia( melão de São Caetano)

Ipomoea sp. (corda-de-viola) Ipomoea sp. (corda-de-viola)

apresentam superioridade fisiológica; Podem ser tanto mono quanto dicot.

Formam compostos mais complexos (C4) como produtos da fotossíntese

Fotorrespiração ↓

Continuam a realizar a fotossíntese com luminosidade intensa

Necessitam de menor quantidade de água para o seu crescimento;

Continuam elaborando os seus açúcares em temperaturas elevadas (> 30oC)

Alguns exemplos de plantas eficientes:

Capim marmelada Grama-seda Capim arroz

Brachiaria plantaginea Cynodon dactylon Echinochloa cruz-galli

Poaceae

BeldroegaPortulaca oleraceaPortulacaceae

Amendoim-bravo Mamona

Euphorbia heterophylla

Ricinus communis Euphorbiaceae

TiriricaCyperus rotundusCyperaceae

Caruru-branco Caruru-roxo Apaga-fogo

Amaranthus viridis A. hybridus Alternanthera ficoidea

Amaranthaceae Família Espécie Nome vulgar

2.3.INTERFERÊNCIA

O que é interferência?

“Define o conjunto de ações que sofre uma determinada cultura em decorrência da presença das plantas daninhas no ambiente comum.”

A interferência sempre será importante? Dependerá do valor do grau de intensidade da interferência.

Como se mede o grau de interferência?

Determinação da redução porcentual da produção econômica da cultura provocada pela comundidade infestante.

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

Fatores que afetam o grau de interferência:

Ligados à Cultura:

Cultivar:

Rápida germinação e emergência; profuso

crescimento com intenso recrutamento inicial de nutrientes; interceptação da luz;

Espaçamento e densidade de plantio: sombreamento; competição intraespecífica

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

Ligados à comunidade infestante:

Espécie: > proximidade morfo e fisiológica da cultura mais intensa será a competição; monocultura: seleção de flora altamente acompetitiva; problemas com o controle químico

Densidade e distribuição das plantas daninhas: Intensidade > competição;

Proximidade da linha da cultura;

Fase do ciclo da cultura;

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

Fatores ligados ao ambiente: clima, o solo, e o manejo que se dá ao solo e a lavoura.

Em condições de falta de água: sistema radicular mais profundo.

Tiririca x cultura Tiririca x cultura

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

Quais as formas de interferência?

Competição Alelopatia

“…a intensidade de recrutamento de recursos do

meio pelos competidores suplanta a capacidade do meio. Pode ser:

intraespecífica: dentro da própria espécie

interespecífica: entre espécies diferentes

Passiva: uma não interfere na ação da outra

Ativa: Um dos competidores reduz a capacidade do outro.

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

2.3. INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS...

O que se compete?

Recursos de crescimento:

Água; Nutrientes;

Radiação solar: sombreamento

2.3.INTERFERÊNCIA DAS PLANTAS

DANINHAS... Alelopatia

16 metros (tomates mortos

1937- pesquisador alemão Hans Molisch

Alelopatia: palavras gregas "alleton" e "pathos", (de um para o outro; sofrer)

Algumas espécies de plantas podem afetar outras por meio de substâncias (aleloquímicos) que liberam pelas raízes ou por qualquer outra parte.

Liberação dos aleloquímicos: volatilização,

Exsudação radicular, decomposição de resíduos vegetais

Toxicidade: inibição da germinação de sementes ou, atraso do crescimento da planta;

planta daninhaplanta cultivada

planta daninha planta daninha planta cultivada planta cultivada

Exemplos:

auto-inibição: trevo-vermelho, linho, milho e girassol

Arachis hypogea inibe C. rotundus (tiririca) e Euphorbia heterophylla

Tiririca inibe a cana-de-açúcar e milho;

Trigo inibe a corda-de-viola

Trigo retardando o crescimento de arroz e algodão;

Tiririca inibe o caruru, capim-arroz

Bidens pilosa inibe o cresc. do feijão, alface, milho e sorgo. Palha da cana inibe B. pilosa

Obs.: Oliveira Júnior, R.S. & Constantin, J. Plantas daninhas e seu manejo, 2001

Alelopatia

De acordo com Rizvi e Rizvi (1992):

Aleloquímicos podem afetar:

1- Concentração de hormônios: altera o equilíbrio hormonal;

2- Altera a síntese de proteínas: excesso ou inibição; 3- Altera a seletividade das membranas;

4- Pode inibir a absorção de minerais, ex.: PO3- e K+; 5- Interferir no fluxo do xilema: entupimento dos vasos;

6- Redução da fotossíntese;

2.4. REPRODUÇÃO E

2.4. REPRODUÇÃO E DISPERSÃO DAS PLANTAS DANINHAS

Reprodução sexuada: Sementes (ocorre fusão de gametas: oosfera e núcleo espermático). Ex.: Amaranthus sp.

Autógamas: autofecundação

Mantém características que a habilitaram àquele ambiente. Ocorre infestação a partir de um indivíduo;

Alógamas: alta taxa de fecundação cruzada:

Diversidade fenotípica: + adaptadas a diferentes condições ambientais;

Maior dificuldade de iniciar colonização a partir de um indivíduo

2.4. REPRODUÇÃO E DISPERSÃO DAS PLANTAS DANINHAS

Reprodução assexuada: tubérculos, rizomas,

estolhos, pedaços de talos, bulbos). Ex.:

Cyperus rotundus (tiririca), Sorghum

halepense (Capim massambará), Cynodon dactylon (grama seda), Brachiaria, etc.

Apomixia:produção de sementes sem que

ocorra fecundação da oosfera. A semente

se forma por divisões mitóticas da oosfera, das sinérgidas e antípodas.

Dispersão: Autocoria e Alocoria

Autocoria: É a forma mais simples de dispersão. Os frutos caem ao solo ou se abrem, liberando as sementes. A área abrangida restringe-se àquela coberta pela copa da planta. Ex.: algumas gramíneas com sementes maiores, Echinochloa, algumas

leguminosas e malváceas.

propulsão mecânica com a deiscência explosiva de seus frutos, podendo assim lançarem as suas sementes a distâncias (1 a 10 metros). Ex.: Ricinus communis, Euphorbia heterophylla.

2.4. REPRODUÇÃO E DISPERSÃO DAS PLANTAS DANINHAS

Alocoria:É realizada por agentes externos Anemocoria:

Hidrocoria:

Zoocoria:

Antropocoria:

vento; ex.: falsa serralha(Emilia sonchifolia). Água ( enxurradas, canais) animais; (epizoocoriae endozoocoria) ex.: Bidenspilosa(picão) e Cenchrusechinatus (carrapicho); Paspalumnotatum(grama batatais)

Homem (mudas, lotes de sementes, sapatos, etc.

2.4. REPRODUÇÃO E DISPERSÃO DAS PLANTAS DANINHAS

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS

Banco de sementes: Reservas de sementes

viáveis ou estruturas de propagação presentes no solo, em profundidade e na sua superfície.

Densidade e composição do banco: milhões

de sementes/m2; composto por muitas espécies (95% invasoras anuais);

Papel crucial na reposição das plantas daninhas

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS

Semente

Transporte por maquinário, animais, vento, água

Planta Morte

Germinação

Deterioração/ Senescência

Microrganismos

Predação por vertebrados e invertebrados

Dinâmica de banco de sementes no solo (Carmona, R. 1992)

Principais meios de entradas e saídas de sementes no solo:

Quanto tempo pode existir um banco de sementes?

Longevidade e viabilidade: genética e ambiente;

Quais os fatores ambientais podem

influenciar a viabilidade e germinação da semente?

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE

PLANTAS DANINHAS (banco de sementes)

Por que a semente germina?

está viável e as condições são favoráveis (água, temperatura e oxigênio). Na falta de um destes elementos, e a semente não germinar, diz-se que está quiescente.

Semente quiescente

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS (dormência)

Predação

Dormência germinar viabilidade

DORMÊNCIA: é uma “falha” temporária na capacidade da semente germinar.

É um dos principais mecanismos de

preservação de espécies, distribuindo a germinação ao longo do tempo.

Quanto tempo a semente fica dormente?

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS (dormência)

Stellaria media(pomares e cafezais) 1-13milhões de sementes/ha. 10 anos

Causas da dormência:

Embrião imaturo ou rudimentar: Polygonum spp. e Scirpus spp.

Impermeabilidade do tegumento: duras, ex.: malváceas, solanáceas e leguminosas (S. obtusifolia)

Impermeabilidade ao oxigênio: presença de mucilagem, gramíneas (Braquiária)

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS (dormência)

2.5. DINÂMICA POPULACIONAL DE PLANTAS DANINHAS (dormência)

Inibidores internos: ác. abscísico,

compostos fenólicos (inibem a síntese de

proteínas, multiplicação celular, redução do oxigênio disponível);

Embrião dormente: Exigências especiais de temperatura, luz, etc.

Combinação de causas acima.

Manejo de plantas daninhas…

•Definição de manejo:“Aplicação de técnicas ou métodos de controle com o objetivo de reduzir o efeito negativo das mesmas sobre a produção da cultura agrícola de interesse.”

•Deve considerar:

a)O ambiente: qual o efeito sobre o ambiente (rios, lagos, vento, etc.); b)Proteção do solo: evitar a eliminação fora da época; c)Preservação da biodiversidade;

Manejo de plantas daninhas…

• Métodos de controle: 1. ERRADICAÇÃO:

Eliminação completa da planta daninha e de todas as suas estruturas de propagação;

Para pequenas quantidades de terra; 2. CONTROLEPREVENTIVO:

É o impedimento da entrada de plantas daninhas em áreas livres das mesmas, da introdução de outras espécies não ocorrentes na área, introdução de novos propágulos; e impedir o alastramento no local.

Manejo de plantas daninhas…

Técnicas Preventivas:

1)Utilização de mudas livres de propágulos;

2)Material orgânico tratado: esterco bem curtido;

3)Veículos e implementos limpos;

4)Vestimentas e sapatos; 5)Animais: pelo, confinamento

Manejo de plantas daninhas…

6)Sementes Puras: Produtor idôneo;

Semente certificada;

Legislação: é permitida a presença de algumas sementes de plantas daninhas até certo limite fixados por atos oficiais:

Exemplos: Vigna unguiculata(feijão miúdo): não tolerado em soja;

Arroz: 1 semente de arroz vermelho em 10.0 e 0 de arroz preto;

Milho importado da Bolívia e trigo da Ucrânia: instrução normativa;

7)Prevenção da produção de sementes pelas plantas daninhas;

8) Pousio

Controle cultural

• Consiste em utilizar qualquer condição ambiental ou procedimentos que promovam o crescimento da cultura, tendendo a diminuir os efeitos danosos das plantas daninhas.

• Como é realizado o controle cultural?

• 1) Preparo do solo: arados e grades, adubação e correção do pH.

• 2) Inundação: manejo da lâmina d’água

Comentários