Curso Completo de Hardware - Montagem e Manutenção

Curso Completo de Hardware - Montagem e Manutenção

(Parte 1 de 6)

Anotações 1

Unidade I - Vamos às Compras
Lição 1 - O Que Comprar
Lição 2 - O Gabinete
Lição 3 - A Placa-mãe
Lição 4 - Processador
Lição 5 - Dissipador de Calor e Ventoinha (Cooler)
Lição 6 - Memória
Lição 7 - Placa de Vídeo
Lição 8 - Unidade de Disquete
Lição 9 - Disco Rígido
Lição 10 - Modem
Lição 1 - CD-ROM, CD-R ou DVD-ROM
Lição 12 - Placa de Som
Lição 13 - T eclado
Lição 14 - Mouse
Lição 15 - Monitor de Vídeo
Lição 16 - Estabilizador de Tensão
Lição 17 - Impressora
Lição 18 - Marcas
Unidade I - Montando o Micro
Lição 1 - Ferramentas
Lição 2 - Manuseando Peças de Hardware
Lição 3 - O Gabinete
Lição 4 - A Fonte de Alimentação
Lição 5 - Configurando o Display
Lição 6 - Configurando Placas-mãe Soquete 3 (486 e 5x86)
Lição 7 - Configurando Placas-Mãe Soquete 7 e Super 7
Lição 8 - Configurando Placas-mãe Slot 1
Lição 9 - Configurando Placas-mãe Slot A
Lição 10 - Configurando Placas-mãe Soquete 370
Lição 1 - Configurando Placas-mãe Soquete A (Soquete 462)
Lição 13 - Instalando a Placa-Mãe no Gabinete
Lição 14 - Instalando Processadores de Cartucho
Lição 15 - Instalando Processadores de Soquete
Lição 16 - Instalando o Cooler
Lição 17 - Ligando os Fios do Gabinete
Lição 18 - Instalando Memória
Lição 19 - Fixando o Chassi Metálico ao Gabinete

SUMÁRIO Lição 12 - Configurando Placas-mãe Soqúete 423 e Soquete 478 ..

Anotações2

Periféricos
Lição 1 - Instalação dos Conectores dos Dispositivos On-Board
Lição 2 - Instalando a Unidade de Disquete
Lição 3 - Instalando o Disco Rígido
Lição 4 - Instalando a Unidade de CD-ROM, CD-R, CD-RW ou DVD-ROM
Lição 5 - Instalando Placas
Unidade IV - Conferindo a Montagem
Lição 1 - Ligando o Micro Pela Primeira Vez
Lição 2 - Fechando o Micro
Lição 3 - Instalando o Micro
Unidade V - Configurando o Micro
Lição 1 - O Setup
Lição 2 - Standard CMOS Setup
Lição 3 -Advanced CMOS Setup
Lição 4 - Advanced Chipset Setup
Lição 5 - Power Management Setup
Lição 6 - Peripheral Setup
Lição 7 - Anulando a Senha
Unidade VI - Configurando o Sistema Operacional
Lição 1 - Instalando o Windows 9x
Lição 2 - Configurando a Placa de Vídeo
Lição 3 - Instalando os Drivers do Chipset
Lição 4 - Instalando e Configurando o IDE Bus Mastering
Lição 5 - Configurando o Modem
Lição 6 - Outros Periféricos
Lição 7 - Dispositivos Problemáticos
Lição 8 - Fontes de Alimentação
Lição 9 - Energia Estática

Unidade I - Instalando

Anotações

Unidade I

Vamos às Compras

O primeiro passo para montar um micro é a maneira certa de comprar suas peças. Para isso, você deverá aprender quais peças um micro precisa e quais você precisará comprar. Além disso, nessa unidade você aprenderá a identificar corretamente as peças que compões um micro.

Anotações4

Lição 1 - O Que Comprar

Um micro do padrão PC é constituído por um conjunto de placas e interfaces interconectadas, produzidas pelos mais diversos fabricantes. Muitos usuários acham que a caixa metálica onde o micro está alojado é que é o computador, mas isto não é verdade. O gabinete do micro serve tão-somente para abrigar todo o conjunto.

Outro equívoco muito comum é pensar que somente o processador da máquina (ex: Pentium 4, Pentium I, Athlon, Duron, etc.) define se o seu PC será bom ou ruim. Escutamos em nosso dia-a-dia “tenho um Pentium 4”, “vou comprar um Athlon”, etc., mas indicar somente o processador do micro – apesar de ser alguma referência – no final não quer dizer muita coisa.

Isso ocorre porque não é só o processador escolhido que determinará o desempenho e a qualidade do seu micro. A placa-mãe, tipo de memória RAM, disco rígido, placa de vídeo e os demais componentes do micro também influem diretamente no desempenho e qualidade do seu PC.

O ponto de partida para a escolha de qual micro montar é realmente a escolha do processador. A escolha das demais peças do micro é tão importante quanto a escolha do processador, mas, infelizmente, poucas pessoas dão a devida atenção ao restante da lista de compras.

Para você ter uma idéia mais concreta do que estamos falando, uma placamãe, topo de linha tem um desempenho muito superior ao das placas-mãe mais baratas, chegando a fazer com que o micro tenha um desempenho muitas vezes 20% superior. Isso significa o seguinte: se você montar um micro com um processador topo de linha mas usando uma placa-mãe de baixa qualidade (isto é, a mais barata que você encontrar), poderá obter no final das contas um desempenho inferior inclusive ao de um micro equipado com um processador inferior, teoricamente mais lento.

Em bom português: se você está com o orçamento apertado, em vez de escolher o processador mais “possante” que você encontrar, talvez valha mais a pena escolher um processador que não seja o mais rápido de todos mas, em compensação, investir a diferença de preço entre os dois na aquisição de peças de melhor qualidade – sobretudo a placa-mãe (que é, depois do processador, o componente que mais influencia no desempenho do micro).

Um bom micro, portanto, não é aquele que tem o processador mais rápido do mercado, mas sim aquele que é coerente com a escolha das peças que o compõem. É no mínimo incoerente você ter o processador mais caro do mercado instalado na placa-mãe mais barata que você encontrou. Ao longo dessa Unidade estaremos dando várias dicas sobre como reconhecer e comprar os demais componentes do seu futuro PC para não ter futuras dores de cabeça.

Outro ponto importantíssimo que você precisa saber antes de efetivamente escolher as peças para o seu micro: para que você o utilizará?

Infelizmente a mídia como um todo enfatiza muito o processador da máquina, mas se esquece de duas coisas. Primeiro, nem sempre o processador mais possante do mercado é adequado a todos os usuários. Por exemplo, uma

Anotações 5 pessoa que quer montar um micro apenas para rodar um processador de textos e uma planilha eletrônica não precisa do processador mais rápido existente. O motivo é simples: essas aplicações não exigem tanto desempenho. Com a diferença de preço entre o processador mais rápido e o mais simples, acredite, o processador mais simples existente no mercado hoje é mais rápido do que a maioria das pessoas precisa, dá para fazer muita coisa. Já o mesmo caso não é verdade se você for um adolescente querendo rodar jogos 3D, que são o tipo de aplicação que mais exige desempenho da máquina. O segundo ponto é que a mídia raramente explora a importância das demais peças que o micro deve ter.

não significa que ele será rápidoOu seja, um micro com uma placa-mãe

Outro exemplo apenas para fixar o assunto. Uma pessoa compra um micro com a placa de vídeo on-board (isto é, embutida na própria placa-mãe – não se preocupe com esses termos esdrúxulos por enquanto; nós iremos explicálos ao longo dessa Unidade) e depois não entende por que o micro do primo é muito mais rápido para rodar um determinado jogo. “Mas o vídeo do meu micro é 3D, por que ele está tão lento?”. O fato de um vídeo on-board ser 3D com vídeo on-board – que normalmente é o tipo de placa-mãe mais barato do mercado – pode ser excelente para usuários que não irão exigir muito desempenho, ao passo que não é recomendado para usuários pesados, como o caso da execução de jogos 3D (uma coisa é um usuário que roda um determinado jogo ao final do dia para relaxar – nesse caso até mesmo um vídeo on-board resolve o caso dele; outro caso é o do usuário que roda jogos o dia inteiro, necessitando de um PC de alto desempenho).

Um outro equívoco muito comum que vemos todos os dias nas conversas informais entre leigos é imaginar que, quanto mais rápido o micro for, melhor e mais rápido será navegar na Internet. Isso não procede e não faz o menor sentido. A velocidade de navegação na Internet é estipulada por um periférico chamado modem e não tem absolutamente nada a ver com os demais componentes do micro. Se você tiver um 486 com um modem de 56 Kbps ou um Pentium 4 com o mesmo modem, a velocidade de navegação será absolutamente a mesma.

A seguir preparamos uma lista completa de todos os componentes que um PC deve ter. Essa é a sua “lista de compras”. Para montar um PC você deverá adquirir pelo menos todos os componentes dessa lista, salvo quando indicamos que ele é opcional. Nas próximas lições nós estaremos vendo detalhes importantes sobre cada um dos componentes listados, para que você não compre gato por lebre e maximize o investimento a ser feito na aquisição das peças do seu PC.

Note que neste livro nós não enfocaremos somente os micros novos. Nós estaremos sempre dando dicas para a montagem também de micros antigos, fazendo com que o presente trabalho seja útil para qualquer pessoa, mesmo que você esteja lendo este livro apenas para colocar um micro velho, que está encostado, para funcionar.

1. Gabinete: Local onde o micro é alojado; é a “caixa” do micro. Dentro do gabinete vem a fonte de alimentação. Esse gabinete deve ser escolhido de acordo com a placa-mãe escolhida.

2. Placa-mãe: Na placa-mãe instalamos o processador, que basicamente define o modelo de PC que você tem, além de placas diversas, como a placa

Anotações 6 de vídeo. Você deverá adquirir a placa-mãe de acordo com o processador que você pretende comprar (cada processador usa um tipo diferente de placamãe).

3. Processador: É encaixado na placa-mãe. Atualmente, encontramos à venda vários tipos de processadores, como o Athlon e o Duron da AMD e o Pentium 4 da Intel.

4. Ventoinha para o processador (“fan” ou “cooler”): Vem acoplada a um dissipador de calor e é encaixada sobre o processador. É indispensável, pois evita que ele queime ou “trave” por super aquecimento. A ventoinha deve ser compatível com o processador escolhido.

5. Memória (RAM): Encaixada na placa-mãe, é vendida em módulos. A capacidade de memória é expressa em megabytes (MB) e quanto mais memória tivermos no microcomputador, melhor. É importante notar que há no mercado atualmente três tecnologias de memórias (SDRAM, DDR-SDRAM e RDRAM), e a placa-mãe do micro deverá ser compatível com a tecnologia escolhida. Explicaremos isso em detalhes na Lição 6.

6. Placa de Vídeo: Permite a comunicação do microcomputador com o monitor de vídeo. Algumas placas-mãe trazem vídeo on-board, isto é, a própria placamãe desempenha o papel da placa de vídeo. Caso você opte por montar um micro usando esse tipo de placa-mãe, não será necessário adquirir uma placa de vídeo.

7. Unidade de disquete: Para ler disquetes. Podemos ter teoricamente uma ou duas unidades de disquete em nosso microcomputador. Compre uma unidade de 1,4 MB (3 1/2”) para que você consiga ler e gravar disquetes através do seu micro.

8. Disco Rígido: Para armazenar a programas e dados diversos. Quanto maior sua capacidade, melhor. Adquira um disco rígido do padrão IDE.

Alguns leigos chamam discos rígidos de “Winchester”. Esse é um apelido muito antigo e que já caiu em desuso em todos os lugares do mundo. Evite usar essa nomenclatura, para não parecer uma pessoa desatualizada (prefira usar os termos “disco rígido” ou “HD”, de Hard Disk). Além disso, tanto disco rígido quanto HD ou Winchester são substantivos masculinos e, portanto, devem concordar com esse gênero. _

9. Modem: O modem é o equipamento que permite que o seu micro conectese com outros através da linha telefônica, permitindo o acesso à Internet, bancos de dados eletrônicos (BBS), sistemas de home banking, etc. Esse equipamento a princípio é opcional, mas como todo mundo hoje em dia quer ter acesso à Internet, esse equipamento é praticamente obrigatório. As placasmãe voltadas para micros baratos possuem esse componente integrado (onboard). Se esse for o seu caso, você não precisará comprar um modem.

10. CD-ROM, CD-R ou DVD-ROM: Apesar de em princípio esses componentes serem opcionais, como todos os programas estão sendo comercializados em CD-ROM, torna-se indispensável a aquisição de pelo

Anotações 7 menos uma unidade de CD-ROM. O preço dos gravadores de CD (CD-R ou CD-RW) baixou muito. Com isso, analise a possibilidade de já adquirir um CD-R ou CD-RW em vez de uma unidade de CD-ROM. Uma outra possibilidade é, em vez de adquirir um CD-ROM, comprar logo um DVDROM, que permitirá a você ler CDs e DVDs em seu micro, inclusive assistir a filmes. Nós discutiremos em detalhes as vantagens e desvantagens.de cada um desses componentes na Lição 1.

CD-Rom pronuncia-se “cê-dê-rôm” e não “cê-dê-rúm” como muitos leigos pronunciam. _

1. Placa de som: Esse é um componente teoricamente opcional (isto é, um micro não precisa dele para funcionar), mas todo mundo quer escutar os sons produzidos através do PC, e então a placa de som tornou-se um equipamento presente em todos os micros. As placas-mãe mais novas, inclusive, já estão vindo todas com uma placa de som embutida (áudio onboard). Se for esse o seu caso, você não precisará comprar uma placa de som avulsa.

12. Teclado: Principal meio de entrada de dados para o micro. 13. Mouse: Segundo maior meio de entrada de dados para o micro. 14. Monitor de vídeo: Principal meio de saída de dados do micro.

15. Estabilizador de Tensão: Indispensável. No estabilizador de tensão ligamos o microcomputador, isolando-o da rede elétrica a fim de que ele não seja danificado por flutuações da tensão elétrica ou ruídos provenientes da rede.

16. Impressora: A impressora é um componente opcional, mas obrigatório se você pretende ter o trabalho desenvolvido no micro impresso em papel.

17. Outros: Nós listamos apenas os componentes obrigatórios, que todo micro deve ter. Outros componentes poderão ser comprados , opcionalmente, caso você tenha necessidade deles, como scanner, Zip-drive, joystick, câmera digital, entre outros.

Com essa lista de compras à mão, basta ir à loja de periféricos mais próxima e fazer a aquisição de seu novo microcomputador. Mas atenção: não faça isso sem antes ter lido esta unidade inteira. Nas próximas lições, iremos aprender a identificar corretamente cada periférico listado, dando inúmeras dicas de como comprá-los.

Pesquise preços. Fique atento aos anúncios de jornais especializados. A cada dia que passa, mais baratos ficam os itens de hardware. Isso significa que não vale a pena comprar material para guardar ou estocar: há desvalorização diária. _

Anotações 8

Ao comprar qualquer material de hardware, exija todos os manuais, cabos e disquetes, além de garantia de pelo menos 3 meses do fornecedor (o ideal é uma garantia de um ano, mas, infelizmente, nem todos os fornecedores dão uma garantia tão alta). Essa é a sua garantia de que todo o processo de montagem correrá tranqüilamente. _

Lição 2 - O Gabinete

O gabinete é a caixa metálica que abriga o PC. Essa caixa metálica pode ter vários formatos, sendo os mais usuais o desktop e o minitorre. No desktop a placamãe é instalada “deitada”, horizontalmente à mesa onde o gabinete será apoiado, enquanto que no minitorre a placa-mãe é instalada “em pé”, perpendicularmente à mesa onde o gabinete será apoiado. Como o modelo mais vendido de gabinete é o minitorre, iremos utilizar este modelo de gabinete em nossas explicações.

Muitos leigos chamam o gabinete do micro de “CPU”. CPU é a sigla de Central Processing Unit, Unidade Central de Processamento, sinônimo para o processador do micro, e não para o gabinete. Chamar um micro de CPU é tão estranho quanto chamar um carro somente de “motor”. Dessa forma, não chame o micro de “CPU”. _

Independentemente se o gabinete é desktop ou minitorre, internamente ele deverá ter o espaço para alocar corretamente uma placa-mãe. Acontece que existem basicamente dois formatos de placa-mãe no mercado: AT e ATX; Dessa forma, você deverá escolher um gabinete de acordo com a placamãe que você pretende comprar. Se você for comprar uma placa-mãe com layout AT, deverá escolher um gabinete AT. Já se você for comprar uma placamãe com layout ATX, deverá escolher um gabinete ATX. Caso isso não seja respeitado, você não conseguirá montar o seu micro. Atualmente todas as placas-mãe encontradas no mercado utilizam o layout ATX. O layout AT é mais usado por placas-mãe antigas. Na próxima lição explicaremos melhor a diferença física existente entre esses dois formatos de placa-mãe.

Dentro do gabinete vem a fonte de alimentação, que é classificada de acordo com a sua potência em watts. Os gabinetes mais comuns vêm com fonte de 250 W potência suficiente para as aplicações mais usuais. No caso de existirem muitos periféricos internos – tais como vários discos rígidos – devemos pensar em adquirir um gabinete com fonte de alimentação com maior potência, como 300 ou 350 W.

A fonte de alimentação usada pelo gabinete AT é diferente da usada pelo gabinete ATX. Com isso, fica fácil identificar se um gabinete é AT ou ATX, apenas olhando para o plugue existente na fonte de alimentação.

Anotações

As placas-mãe para o processador Pentium 4 normalmente utilizam um tipo de fonte de alimentação chamado ATX12V. Esse tipo de fonte de alimentação, além do plugue ATX convencional que apresentamos, tem dois plugues adicionais que mostramos na próxima figura. Isso significa que, se você estiver montando um micro baseado no processador Pentium 4, possivelmente você terá de comprar um gabinete com fonte ATX12V (“gabinete para Pentium 4”).

Dissemos “possivelmente” porque existem algumas placas-mãe para Pentium 4 que não necessitam de fonte de alimentação ATX12V e utilizam uma fonte ATX convencional - especialmente as mais baratas. Por outro lado, placamãe de alto desempenho para outros processadores (como o Athlon XP e o

Athlon MP) podem eventualmente necessitar de uma fonte de alimentação ATX12V.

(Parte 1 de 6)

Comentários