Manual de Enfermagem

Manual de Enfermagem

(Parte 4 de 26)

  • dilatação da aorta; arteriosclerose e aneurisma;

  • Parâmetro normal: normalmente a cicatriz umbilical apresenta-se mediana, simétrica, com depressão circular entre a distância xifo-pubiana.

  • Problemas de enfermagem:

  • Desvio lateral: hérnia, retração de cicatriz cirúrgica, queimadura;

  • Protundente: aumenta a pressão intra-abdominal (ascite, tumor).

  • Parâmetro normal: o ânus é fechado em diafragma por pregas cutâneas radiadas e suaves.

  • Problemas de enfermagem:

  • Puntiforme: fissura;

  • Hipotônico: hemorróidas;

  • Deformado: cirurgias pregressa e lesões inflamatórias;

  • Infundibuliforme: pederastia (homossexualismo masculino).

Ausculta:

  • Através do estetoscópio detecta-se os ruídos peristálticos em toda extensão do abdôme e possibilita a avaliação de toda sua frequencia e características. Deve proceder a palpação e a percussão, pois testes podem alterar os sons intestinais;

  • Parâmetro normal: os ruídos intestinais são audíveis no mínimo a cada dois minutos, como resultado da interação do peristaltismo com os líquidos e gases.

  • Problemas de enfermagem:

  • Borborigmo: oclusão intestinal por verminose, tumor, volvo.

  • Íleo paralítico: pós-operatórios de cirurgias intestinais, inflamação.

Palpação superficial:

  • Utiliza-se as mãos espalmadas com as polpas digitais em movimentos rotativos e rápidos nas regiões do abdôme. Permite reconhecer a sensibilidade, a integridade anatômica e a tensão da parede abdominal.

  • Parâmetro normal: normalmente o peritônio é indolor à palpação, podendo ocorrer contração involuntária, devido a tensão e as mãos frias do examinador.

  • Problemas de enfermagem:

  • Hiperesia cutânea, hipertonicidade, inflamação.

Baço

Palpação profunda e percussão:

  • Posicione o paciente em decúbito lateral direito, mantenha-se à direita com o dorso voltado para a cabeceira da cama. Com as mãos paralelas fletidas em garra, deslize-as desde a linha axilar média E, hipocôndrio E até o epigastro. Esse órgão somente é palpável nas esplenomegalias resultantes de alterações patológicas. No entanto, na percussão dígito-digital pode ser percebida a borda superior do baço, inclusive, nos pequenos aumentos de volumes (06 cm2).

  • Parâmetro normal: o baço é de consistência mole, contorno liso, triangular e acompanha a concavidade do diafragma.

  • Problemas de enfermagem:

  • Consistência mole e dolorosa: infecções agudas;

  • Consistência dura e pouco dolorosa: esquistossomose, cirrose hepática, leucemias e linfomas.

Intestinos

Palpação profunda:

  • Somente o ceco e o sigmóide são palpáveis devido à sua localização sobre o músculo psoas. Posicione-se à direita do paciente com as mãos paralelas fletidas em garra. Na expiração penetrar com as mãos ao nível da cicatriz umbilical até o músculo psoas. Deslizar as mãos obliquamente em direção à região inguinal direita. Se o paciente referir dor após essa manobra, poderá apresentar sinal de Blumberg positivo. Repita no lado esquerdo para palpação do sigmóide, indicando presença de fecaloma.

  • Parâmetro normal: o ceco possui a forma de pera, é móvel e apresenta gargarejos. O apêndice vermiforme está posicionado à base do ceco, não sendo possível sua palpação.

  • Problemas de enfermagem:

  • Dor na região inguinal direita: apendicite;

  • Pressão ou irritação química inibem a peristalce e excitam a válvula íleocecal.

  • Parâmetro normal: o sigmóide está ao nível da crista ilíaca, curva-se para trás continuando com o reto, onde as fezes ficam acumuladas até a defecação.

  • Problemas de enfermagem:

  • Enterite: dor, flatulências, diarréias, desidratação, enterorragia;

  • Hábito irregular de alimentação: constipação;

  • Oclusão intestinal: tumor, aderência, verminoses, volvo, hérnia estranguladora.

Fígado

Palpação profunda:

  • Deve-se permanecer à direita do tórax do paciente com o dorso voltado para sua cabeceira. Colocar as mãos paraleas com os dedos fletidos em garras, desde a linha axilar anterior deslizando cuidadosamente do hipocôndrio direito até o hipocôndrio esquerdo. Solicita-se ao paciente para inspirar profundamente pois, nesta fase, devido ao impulso diafragmático, o fígado desce facilitando a palpação da borda hepática.

  • Parâmetro normal: pode ou não ser palpável, é macio, tem superfície lisa e borda fina. O limite inferior não excede a dois ou três dedos transversos abaixo da reborda costal.

  • Problemas de enfermagem:

  • Não palpável: cirrose hepática avançada (hipotrofia do fígado);

  • Palpável: hepatopatias (hepatites, colecistite aguda, tumor);

  • Extra-hepática: enfisema pulmonar pressiona o fígado.

Posição para Exames

FOWLER

Paciente fica semi sentado. Usado para descanso, conforto, alimentação e patologias respiratórias

SIMs

Lado direito: deitar o paciente sobre o lado direito flexionando-lhe as pernas, ficando a direita semi flexionada e a esquerda mais flexionada, chegando próxima ao abdômen. Para o lado esquerdo, basta inverter o lado e a posição das pernas. Posição usada para lavagem intestinal, exames e toque.

GENU-PEITORAL

Paciente se mantém ajoelhado e com o peito descansando na cama, os joelhos devem ficar ligeiramente afastados. Posição usada para exames vaginais, retais e cirurgias.

GINECOLÓGICA

A paciente fica deitada de costas, com as pernas flexionadas sobre as coxas, a planta dos pés sobre o colchão e os joelhos afastados um do outro. É usado para sondagem vesical, exames vaginais e retal.

LITOTOMIA

A paciente é colocada em decúbito dorsal, as coxas são bem afastadas uma das outras e flexionadas sobre o abdôme; para manter as pernas nesta posição usam-se suportes para as pernas (perneiras). Posição usada para parto, toque, curetagem.

TREDELEMBURG

O paciente fica em decúbito dorsal, com as pernas e pé acima do nível da cabeça, posição usada para retorno venoso, cirurgia de varizes, edema.

ERETA ou ORTOSTÁTICA

O paciente permanece em pé com chinelos ou com o chão forrado com um lençol. Posição usada para exames neurológicos e certas anormalidades ortopédicas.

TEORIA

Sonda Nasogástrica (S.N.G.)

  • é a introdução de uma sonda de calibre variado, através do nariz ou da boca, até a cavidade gástrica.

  • Tipos de sonda:

  • Aberta: tem a finalidade de drenar secreções existentes na cavidade gástrica;

  • Fechada: indicada para alimentar ou medicar paciente impossibilitado de dgluir;

  • Aberta-sifonagem: também pode fazer ordenhagem em cirurgia do tórax.

  • Sonda para homem: nº 26 a 28

  • Sonda para mulher: nº 14 e 16

Lavagem gástrica

  • é a introdução através da SNG, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.

  • Observações importantes:

  • Deixar o paciente em jejum de 8 a 10 horas;

  • Suspender anticolinérgicos por 48 horas, que inibe a secreção gástrica;

  • Decúbito lateral esquerdo, pela posição anatômica.

Aspiração gástrica

  • é a retirada de ar ou conteúdo gástrico, realiza-se de 2/2 horas, 4/4 ou sempre que necessário, diretamente na SNG;

Gavagem SNG

  • consistem na introdução de alimentos líquidos no estômago através de um tubo de polivinil colocado pelo nariz ou boca;

Lavagem intestinal

  • é a introdução de líquido no intestino através do ânus ou da colostomia.

  • Tipo de clister:

  • Antisséptico: combate a infecção;

  • Adstringente: contrair os tecidos intestinais;

  • Carminativo: eliminar as flatulências;

  • Sedativo: aliviar a dor (C.A.);

  • Anti-helmíntico: destruir vermes;

  • Emolientes: amolecer as fezes;

  • Água gelada: diminuir a febre;

  • Enema salena: eliminar as fezes;

  • Enema irritativo: irrita o intestino provocando eliminação das fezes (feita com sulfato de magnésio).

Cateterismo Vesical

  • é a introdução de um catéter estéril através da uretra até a bexiga (através do orifício externo ou meato urinário) com o objetivo de drenar a urina, sendo utilizado a técnica asséptica.

LAVAGEM DA SONDA APÓS QUALQUER ADMINISTRAÇÃO

(Dieta ou Medicamento)

Observações

  • Orientar para que o paciente respire pela boca durante o procedimento;

  • Se o medicamento a ser ministrado for comprimido, ele deve ser macerado.

RETIRADA DE SONDA NASOGÁSTRICA

  • apertar a sonda e puxá-la rapidamente a fim de evitar a entrada de alimentos ou água da mesma traquéia;

  • pedir para que o paciente prenda a respiração.

LAVAGEM GÁSTRICA

  • injetar SF a sonda e deixar drenar até a secreção ficar limpa;

TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA

Cinco certos

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