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DeglutiDegluti çção ão

Para Logemann (1995), a Para Logemann (1995), a deglutideglutiçção consiste em uma ão consiste em uma sséérie de comportamentos rie de comportamentos fisiolfisiolóógicos, os quais gicos, os quais resultam em deslocamento resultam em deslocamento de alimento lde alimento lííquido ou não, quido ou não, da boca para o estômago de da boca para o estômago de forma segura e eficiente. forma segura e eficiente.

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Fases da DeglutiFases da Deglutiçção ão

Logemann em 1983, Logemann em 1983, dividiudividiu--a em 4 fases: a em 4 fases:

preparatpreparatóória oral, oral, ria oral, oral, farfarííngea e esofngea e esofáágica. gica.

Perlman, em 1994, Perlman, em 1994, dividiudividiu--a em 3 fases a em 3 fases

novamente: oral
novamente: oral

(preparat(preparatóória e ria e transporte), fartransporte), farííngea e ngea e esofesofáágica. gica.

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Consultar as legendas das figuras no livro:NetterNetter

Atlas de Anatomia Humana Atlas de Anatomia Humana

Editora Editora ElsevierElsevier. Autor: Frank HAutor: Frank H. Netter

Netter

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Cavidade oral Cavidade oral

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Nervos que inervam a lNervos que inervam a lííngua: ngua:

V par Sensibilidade Geral VII par Sensibilidade Gustativa

IX par Sensibilidade geral e gustativa

XII par Motricidade

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A.T.M Profª Viviane Marques

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Fase oral Fase oral

Fase FarFase Farííngea ngea

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Conceito da formaConceito da formaçção ão de pressão dirigida. de pressão dirigida.

A soma das fases oral e A soma das fases oral e farfarííngea origina a pressão ngea origina a pressão dirigida, que dirigida, que ééa formaa formaçção ão de um tubo com quatro de um tubo com quatro vváálvulas. lvulas.

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Marchesan (1995) Marchesan (1995) relata relata que a disfagia que a disfagia é a a dificuldade de deglutir. dificuldade de deglutir.

Não Não é uma doenuma doençça, mas a, mas um sintoma. Para a um sintoma. Para a autora, na disfagia a autora, na disfagia a deglutideglutiçção pode se dar ão pode se dar de forma imprecisa, de forma imprecisa, lenta ou ambas. lenta ou ambas.

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A Disfagia pode ser A Disfagia pode ser orofarorofarííngea ou alta, quando ngea ou alta, quando existem alteraexistem alteraçções e ões e mudanmudançças na fase oral ou as na fase oral ou farfarííngea da deglutingea da deglutiçção; ou ão; ou pode ser baixa ou pode ser baixa ou esofagiana, quando existem esofagiana, quando existem alteraalteraçções na fase ões na fase esofesofáágica da deglutigica da deglutiçção. ão.

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As classificaAs classificaçções existentes ões existentes consideram como critconsideram como critéério rio prioritprioritáário a penetrario a penetraçção larão larííngea e ngea e a aspiraa aspiraçção traqueal para definir o ão traqueal para definir o grau de comprometimento, mas se grau de comprometimento, mas se considera tambconsidera tambéém a condim a condiçção ão pulmonar, hidratapulmonar, hidrataçção, condião, condiçção ão nutricional e prazer de alimentar do nutricional e prazer de alimentar do paciente. paciente.

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Disfagia leve Disfagia leve

* A dificuldade do indiv* A dificuldade do indivííduo duo estestáá concentrada no transporte concentrada no transporte oral do bolo; oral do bolo;

* Ocorrência de pequena * Ocorrência de pequena quantidade de estase recessos quantidade de estase recessos farfarííngeos ,sem penetrangeos ,sem penetraçção ão larlar ííngea; ngea;

* Sem hist* Sem históória de ria de broncopneumonias de repetibroncopneumonias de repetiçção ão e sem perda nutricional. e sem perda nutricional.

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Disfagia Moderada Disfagia Moderada

* Dificuldade no transporte * Dificuldade no transporte oral do bolo. oral do bolo.

* Ocorrência de estase em * Ocorrência de estase em recessos farrecessos farííngeos com sinais ngeos com sinais sugestivos de penetrasugestivos de penetraçção ão larlarííngea e pequena quantidade ngea e pequena quantidade de material aspirado; de material aspirado;

* Espor* Esporáádicas pneumonias, dicas pneumonias, ddééficit nutricional e alteraficit nutricional e alteraçção ão do prazer alimentar. do prazer alimentar.

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Disfagia Severa Disfagia Severa

* Grande quantidade de * Grande quantidade de estase nos recessos estase nos recessos farfarííngeos, sinais sugestivos ngeos, sinais sugestivos de penetrade penetraçção larão larííngea e ngea e grande quantidade de material grande quantidade de material aspirado. aspirado.

* Pneumonias de repeti* Pneumonias de repetiçção, ão, desnutridesnutriçção do prazer ão do prazer alimentar com impacto social. alimentar com impacto social.

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A Disfagia orofarA Disfagia orofarííngea pode ser ngea pode ser identificada de acordo com a identificada de acordo com a etiologia em: etiologia em:

* Neurogênica * Neurogênica é aquela causada aquela causada por doenpor doençças neurolas neurolóógicas ou gicas ou traumas. Praticamente todas as traumas. Praticamente todas as doendoençças do Sistema Nervoso as do Sistema Nervoso

Central podem resultar em disfagia. Central podem resultar em disfagia.

* Mecânica * Mecânica é quando ocorre, quando ocorre, perda do controle do bolo pelas perda do controle do bolo pelas estruturas necessestruturas necessáárias para rias para completar uma degluticompletar uma deglutiçção normal. ão normal.

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* Decorrente do * Decorrente do envelhecimento, pois ela ocorre envelhecimento, pois ela ocorre não snão sóó em conseqem conseqüüência da ência da reduredu ç ão da reserva funcional de ão da reserva funcional de vváários rios óórgãos e sistemas do rgãos e sistemas do organismo, alorganismo, aléém da m da deterioradeterioraçção do sistema ão do sistema sensitivo e da funsensitivo e da funçção motora, ão motora, mas tambmas tambéém pela associam pela associaçção ão dos demais tipos de disfagiados demais tipos de disfagia. .

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* Psicogênica pode ser a * Psicogênica pode ser a manifestamanifestaçção de quadros ão de quadros ansiosos, depressivos ou ansiosos, depressivos ou mesmo conversivos. mesmo conversivos.

* Induzida por drogas * Induzida por drogas é é aquela desencadeada devido aquela desencadeada devido a efeitos colaterais dos a efeitos colaterais dos medicamentos. medicamentos.

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A avaliaA avaliaçção ão fonoaudiolfonoaudiolóógica gica é é realizada em realizada em

3 etapas: 3 etapas:

anamnese cuidadosa, anamnese cuidadosa, exame do paciente e exame do paciente e avaliaavaliaçção funcional da ão funcional da alimentaalimenta çção. ão.

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A avaliaA avaliaçção clão clíínica da nica da deglutideglutiçção, e do estado da ão, e do estado da musculatura envolvida no musculatura envolvida no processo, devem ocorrer antes de processo, devem ocorrer antes de qualquer avaliaqualquer avaliaçção instrumental, ão instrumental, pois ela determinarpois ela determinaráá qual exame qual exame complementar sercomplementar seráá mais mais apropriado para cada caso. apropriado para cada caso.

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1. Anamnese e Hist1. Anamnese e Históórico rico

A anamnese deve ser A anamnese deve ser detalhada e abranger aspectos detalhada e abranger aspectos da histda históória do paciente, da ria do paciente, da histhistóória da doenria da doençça e da hista e da históória ria alimentar. Devealimentar. Deve-- se diferenciar a se diferenciar a etiologia, o estado cletiologia, o estado clíínico do nico do paciente e qual o ambiente de paciente e qual o ambiente de atendimento (hospital atendimento (hospital –– UTI, UTI, leito, asilos, homeleito, asilos, home--care, ou care, ou ambulatambulat óório). rio).

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2-- Exame do paciente Exame do paciente

No exame, o paciente serNo exame, o paciente será á avaliado no que diz respeito a avaliado no que diz respeito a sua sua linguagem linguagem , o seu n, o seu níível de vel de compreensão compreensão , a capacidade

, a capacidade para a fala e para a fala e avaliaavaliaçção vocal ão vocal

(Afasias, dispraxias, disartrias, (Afasias, dispraxias, disartrias, paralisias de pregas vocais, paralisias de pregas vocais, presbifonias e disartrofonias que presbifonias e disartrofonias que podem estar associadas ao podem estar associadas ao quadro de disfagia). quadro de disfagia).

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São principalmente pesquisados São principalmente pesquisados os os reflexos orais , a sensibilidade reflexos orais , a sensibilidade oral, sensibilidade toral, sensibilidade táátil, til, sensibilidade tsensibilidade téérmica, mobilidade rmica, mobilidade dos dos óórgãos rgãos fonoarticulatfonoarticulatóóriosrios e a e a dentidentiçção ão

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3-- AvaliaAvaliaçção da alimentaão da alimentaçção ão

A melhor forma de avaliaA melhor forma de avaliaçção, ão, é é a observaa observaçção de toda uma ão de toda uma refeirefeiçção do paciente. Se o ão do paciente. Se o paciente ainda não se alimenta paciente ainda não se alimenta por via oral, o avaliador deverpor via oral, o avaliador deverá á escolher o tipo de alimento escolher o tipo de alimento

(consistência, volume, utens(consistência, volume, utensíílio, lio, e sabor) baseado nos dados da e sabor) baseado nos dados da anamnese e do exame do anamnese e do exame do paciente. paciente.

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Durante a avaliaDurante a avaliaçção da ão da alimentaalimentaçção, podemão, podem--se se utilizar recursos utilizar recursos instrumentais como a instrumentais como a ausculta cervical e o ausculta cervical e o oxoxíímetro de pulso. metro de pulso.

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MMéétodos instrumentais que todos instrumentais que podem ser utilizados na podem ser utilizados na avaliaavaliaçção do paciente ão do paciente com disfagia com disfagia

VideofluoroscopiasVideofluoroscopias . .

**VideoendoscopiaVideoendoscopia da da deglutidegluti çção. ão.

*Biomecânica *Biomecânica ultraultra --sonogrsonogr ááfica fica da deglutida deglutiçção. ão.

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Para poder se evitar um possPara poder se evitar um possíível vel agravamento clagravamento clíínico, devenico, deve--se se estar atento aos sinais clestar atento aos sinais clíínicos nicos no acompanhamento do paciente no acompanhamento do paciente com disfagia, como: com disfagia, como:

1.Modifica1.Modificaçções do nões do níível de vel de

consciência
consciência
2.Tosse
2.Tosse

3.Desidrata3.Desidrataçção e Desnutrião e Desnutriçção ão

4.Febre 4.Febre

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As disfagias orofarAs disfagias orofarííngeas são ngeas são tratadas pela Fonoaudiologia tratadas pela Fonoaudiologia

RESOLUÇÃO CFFª Nº 356, de 6 de dezembro de 2008

“Dispõe sobre a competência técnica e legal do fonoaudiólogo para atuar nas disfagias orofaríngeas.”

O Conselho Federal de Fonoaudiologia, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº6.965, de 09 de dezembro de 1981 e pelo Decreto nº87.218, de 31 de maio de 1982, e

Considerando a Lei nº6.965/81, em especial o parágrafo único do art. 1º, o art. 4ºe o art. 5º;

Considerando o Código de Ética Profissional da Fonoaudiologia;

Considerando o Documento Oficial CFFanº01/2002, aprovado pela Resolução

CFFanº348, de 03 de abril de 2007, onde são estabelecidas as áreas de competência do fonoaudiólogo, incluindo a promoção da saúde, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação/reabilitação), monitoramento e aperfeiçoamento de aspectos fonoaudiológicosenvolvidos no sistema miofuncionalorofacial e cervical e na deglutição;

Considerando a Classificação Brasileira de Procedimentos em

Fonoaudiologia, aprovada pela Resolução CFFa 351, de 1º de março de 2008, que define os procedimentos de diagnose e tratamento em Motricidade Orofacial;

Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fonoaudiologia instituídas pela Resolução do Conselho Nacional de Educação CNE/CES Nº 5, de 19 de fevereiro de 2002;

Considerando as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia para a Atuação Fonoaudiológica em Disfagia Orofaríngea – Gestão 2006- 2007;

Considerando o Estudo realizado pelo Comitê de Disfagia do departamento de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, a pedido do Conselho Federal de Fonoaudiologia, em 01 de julho de 2008;

Considerando que os cursos de Fonoaudiologia contemplam disciplinas específicas sobre o desenvolvimento sensório-motor das estruturas relacionadas à deglutição e as demais funções neurovegetativas no recém-nascido, na criança, no adolescente, no adulto e no idoso e disciplinas relacionadas à aquisição da linguagem e aos aspectos motores da fala, assim como aos aspectos relacionados à voz, ressonância, respiração, sucção, mastigação, deglutição e articulação;

Considerando os grandes avanços conquistados pela ciência fonoaudiológica em Disfagia Orofaríngea e a expressiva produção científica fonoaudiológica em revistas indexadas e livros, bem como o grande número de pesquisas de graduação, pós-graduação em nível de especialização, mestrado, doutorado em Disfagia Orofaríngea que são desenvolvidos em instituições de ensino das mais diversas regiões do Brasil;

Considerando que a deglutição é um processo dinâmico que envolve uma atividade neuromuscular complexa cujo objetivo é o transporte do bolo alimentar e a proteção das vias aéreas;

Considerando que o processo de deglutição se divide em fases: oral, faríngea e esôfago-gástrica e se inter-relaciona com outras funções como sucção e mastigação e funções laríngeas;

Considerando que a disfagia orofaríngea é uma alteração de deglutição relacionada à área fonoaudiológica de Motricidade Orofacial, área essa de fundamental importância na atenção aos diversos transtornos fonoaudiológicos;

Considerando o conceito de disfagia definido pelo vocabulário técnico- científico em Motricidade Orofacial do Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Documento Oficial 04/2007;

Considerando que a disfagia é a dificuldade de deglutição relacionada ao funcionamento das estruturas orofaringolaríngeas e esofágicas, dificultando ou impossibilitando a ingestão oral segura, eficaz e confortável de saliva, líquidos e/ou alimentos de qualquer consistência, podendo ocasionar desnutrição, desidratação, aspiração, desprazer e isolamento social, além de complicações mais graves como a pneumonia aspirativa e o óbito;

Considerando o Parecer CFFa/CS nº 32 de 05 de abril de 2008, que “Dispõe sobre a possibilidade do fonoaudiólogo ministrar cursos sobre ausculta cervical e aspiração endotraqueal”;

Considerando que a deglutição e a alimentação são processos complexos, inter-relacionados e distintos e que a Disfagia Orofaríngea é um distúrbio de deglutição e não um distúrbio de alimentação;

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